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Minhas considerações sobre o amor…

Pensamentos & Sentimentos que me dominam

Hoje acordei com esse assunto na cabeça…e se eu não externá-lo não vai rolar um sono tranquilo.

É a primeira vez que penso a respeito sem aquela ânsia habitual. Sempre evitei chamar namorados de amor e tal….não tenho culpa se sou honesta comigo mesma, e porque eu deveria dizer algo que nunca senti? Sinceramente nunca me interessei por isso, eu simplesmente buscava alguém para curtir a vida, compartilhar as besteiras…pra mim o sinônimo de amor era a breguisse, coisa sem graça, cheio de nhê-nhê-nhê e diminutivos toscos.

Mas durante meu sono algo mudou aqui dentro desse sótão…pensei o dia todo a respeito, e milagre…nada de náuseas. O fato é que não adianta ler romances, ver filmes, ler poesia ou ouvir histórias antigas sobre o amor. Você nunca vai entendê-lo enquanto não o viver de verdade.

Logo cedo decidi interrogar minha mãe, eu precisava saber como ela chegou até aqui. Precisava saber o que não a deixava desistir, partir para o 8 ou 80, assim como tenho buscado fazer errôneamente. E adivinha qual foi a resposta??? É óbvio que ela me falou do bendito amor.

Como saber que é amor???
Essa foi minha pergunta a ela…e me senti como uma criança que deseja saber o porque de tudo. Porque ficou com ele? Porque deixou um noivado de 5 anos para ficar com alguém que mal conhecia? Porque ele deixou a esposa por você? Porque você foi contra sua família para ficar com ele? Porque aguenta tudo isso?

Ela simplesmente me respondeu que eu só vou saber o que é amor, quando eu parar para ouvir meus sentimentos , quando eu silenciar minha mente e prestar mais atenção a tudo que esta ao meu redor. Eu só vou saber que é amor, quando eu finalmente decidir deixar de ser um, e me tornar flexível o suficiente para ser dois. Uma matemática estranha, que soma, divide, e volta a ser igual.

Passo a ver o amor como uma força que enfrenta qualquer barreira, uma força que constrói, uma força que liberta, um força que te deixa feliz, uma força matura que te faz compreender… uma força que não é dada, é conquistada com o tempo e muita paciência.

Não sei de onde vem tanta paz  e essa energia que me alimenta nos últimos dias… não sei se vem de fora, ou se sempre esteve aqui dentro, pronta para ser liberada para quem fosse digno. Não sei se é o destino, o acaso, conhecidência ou uma ilusão da minha cabeça. Só sei que é bom, que desejo com todo meu eu, que não consigo desistir e fugir…

Minha mãe, vendo-me mergulhada em meus pensamentos, perplexa…ainda decidiu ensinar mais um segredo….ela disse que o namoro é apenas um momento para se conhecer, para saber se o outro esta na mesma sintonia, para descobrir se ambos lutam pela felicidade na mesma intensidade. É como um período de experiência, onde se é possível tentar, errar e acertar…mas tudo deve vir dos dois lados.

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Minha fome de sonhos

Uma pessoa que não tem sonhos e útopias vive de que?
Ou melhor, vive para que?

Não sei de onde veio minha inquietação com o mundo. TAlvez seja por culpa do meu pai que se faz de durão, mas é tão sensível quanto ignorante com qualquer forma de injustiça. Minha mãe também tem sua parcela de culpa, pois não conheço mais ninguém que dedique tanto sua vida para o bem das pessoas que estão ao redor. Ambos não são cultos, mas ensinaram-me as lições mais valiosas do mundo, como “Não faça para os outros o que não quer para você”, “Seja bom, mas se respeite”, “Eu te ensinei o que é bom, agora você faz o que achar melhor”, ou ainda, “Se brigar na escola, quando chegar aqui vai apanhar também”. Mas o melhor de tudo é quando dizem, “Confio em você”.

A história dos meus pais é feita de sonhos que graças a Deus foram realizados, mas atenção, só depois de MUITA LUTA. Foram estes ensinamentos que felizmente me salvaram de muitas decepções. Foram os sonhos plantados em mim que me  mantiveram em pé até então.

Agora me pergunto porque não sonhar?
Sua vida é difícil? De quem não é?
Se só reclamar adiantasse, juro que a profissão que mais ganharia dinheiro seria a de ouvidor, por que haja saco para aguentar viu!!!

Mas falando de sonhos, isso me lembra quando no último ano do ensino médio eu e duas amigas decidimos nos candidatar para o grêmio da escola. Nunca tinhamos tentado, mas o espírito subversivo e contestador nascera em nós naquela época, começamos a nos tornar idealistas, e não estávamos felizes com o que nos ofereciam, queríamos mais. Nos dirigimos até a coordenadoria, mas tivemos que sair com o rabo entre as pernas, pois a data de inscrição das chapas havia terminado um dia antes e não havia nada a se fazer. Imaginem a decepção??? Para piorar descobrimos depois que ninguém mais tinha se interessado pelo grêmio, NENHUMA CHAPA havia se inscrito para concorrer com a atual, e eles preferiram manter a antiga. O CÚMULO!!!!!

Enfim, isso me marcou.
Fico feliz ao ver que hoje alguns alunos tem oportunidades como a do concurso Cidadonos, onde professores tem levado para dentro das escolas um projeto que estimule o pensamento crítico e que ainda valorize quem esta interessado em fazer a diferença.

Se não fosse minha gostosa inquietação com o mundo, e se eu dependesse apenas da boa vontade dos que estiveram ao meu lado, certeza que não estaria tão feliz no Voto Consciente. 

MAs não posso generalizar, então vai meu agradecimento aos raros professores que fizeram a diferença na minha vida:

Carmelito (artes) – me disse que eu devia ser jornalista, mesmo eu jurando que queria psicologia!kkk

Jane (história) – mostrou a importância de manter a mente aberta para outras experiências

Cidinha (inglês) – ensinou o que é o carinho entre aluno e professor

Alexandre (matemática) – ensinou o que é solidáriedade e responsabilidade com o meio ambiente

Vânia (portugues) – falou que eu não devia insistir na psicologia, mas sim ir direto para aquilo que no fundo eu tanto queria(artes). Além de incentivar a leitura de livros sensacionais.

Vírginia (geografia) – despertou a crítica com a sociedade e me indicou os livros do Augusto Cury que hoje eu amoooo!!!

Professor de filosofia que eu não lembro o nome – inspirou meu senso crítico ao ser o exemplo vivo de como não se deve dar uma aula de filosofia.

Tia da biblioteca – sempre quebrava meu galho para não ter que pagar multa, e ainda me indicava os livros mais fodas!!! Sds!

Obs.: Estes foram meus professores do ensino médio, talvez em outro post eu volte a falar no assunto e cite os anteriores.

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