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“Enquanto eu andar distraído”

Atrações para todos os tipos de gostos invadem os pontos culturais de Jundiaí e prometem agitar o fim de semana

“Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer, devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer.” Do nascer ao por do sol, é essa a proposta da Virada Cultural Paulista, que pelo quinto ano consecutivo invade os pontos culturais jundiaienses para proporcionar nada menos que 24 horas de muita arte.

Assim como ocorreu na Virada Cultural há duas semanas, onde a estimativa era de quase 4 milhões de participantes ocupando as ruas do centro de São Paulo para curtir música, teatro, dança, quadrinhos, stand up, intervenções circenses, e entre outras atrações, em Jundiaí não será muito diferente nesse fim de semana. Na programação, Titãs encerra o evento com clássicos do pop rock nacional, no domingo (20), às 18h, no Parque da Uva, mas eles são apenas um dos destaques da edição 2012.

Há boas opções para todos os gostos, seja a sessão do curta-metragem Zumbiahy, no Museu Solar do Barão, produzido pelos jundiaienses Fábio Castel e Anelise Zaqueo; o mutirão de histórias em quadrinhos e parada Cosplay, na Sala Glória Rocha, organizados pelo ilustrador Ede Galileu; ou stand up e intervenções circenses, no Teatro Polytheama. Os apreciadores da boa música também poderão assistir a Orquestra Sinfônica de São Paulo – Osesp, sob a batuta de sua nova regente titular Marin Alsop, domingo (20), às 11h.

Segundo a Secretaria de Cultura, haverá distribuição de ingressos duas horas antes do início de cada espetáculo, nas bilheterias dos respectivos locais. Diferente da Virada Cultural em São Paulo, em Jundiaí a maioria das atrações vão somente até as 23h30 do sábado, e, algumas, retornarão somente às 10h do domingo, por isso, quem depende de transporte público terá de se planejar com antecedência, pois não haverá horários especiais.
Quem quiser saber mais, é só acessar http://www.viradaculturalpaulista.sp.gov.br.

Obs.: Matéria feita para o caderno Sirva-se, do JC, em 18.05.2012

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“Um maquinista nunca pode parar”

Banda independente “Brasil in Conserto” lança novo álbum chamado “Alicerce”

Independente. Segundo o dicionário Michaelis: 1 Que não é dependente, que não depende de ninguém ou de nada; autônomo, livre. 2 Contrário a dependência ou às idéias de opressão. 3 Adverso à tirania ou ao despotismo. 4 Que não está sujeito; livre. No caso da banda jundiaiense “Brasil in Concerto”, os meninos exercem sua liberdade ao usarem figurinos nada parecidos com os ternos dos Beatles, e fazem um som próprio, livre de padrões comercias. Macacões verde e amarelo, acessórios de trabalhador, capacetes de operário e um repertório repleto de canções criadas com enfoque cultural nas raízes brasileiras.

Inspirados e apadrinhados por Fernando Anitelli, vocalista da trupe “O Teatro Mágico”, a banda lança de forma independente mais um trabalho, o primeiro CD, intitulado de “Alicerce”, nessa sexta-feira (4), às 19 horas, na Sala Glória Rocha. Foram 10 meses de gravações, o projeto foi produzido por Fernando Gambini, e traz 13 faixas que contam com a participação de mais de 15 músicos da região, entre eles a cantora Shirley Espíndola e o padrinho Fernando Anitelli.

Carinhosamente chamada de BIC, a banda nasceu em 2008 por iniciativa do baterista Marcos Dalua, inspirada no trabalho de “O Teatro Mágico”. Dalua contou ao SIRVA-SE que era super fã da trupe e chegou a ter algumas aulas com o antigo baterista Nenê dos Santos. Hoje a trupe é uma das grandes responsáveis pelo sucesso da BIC, e os estimula há crescer cada dia mais.

Além de Dalua, a BIC é formada por Breno Vocal (vocal e gaita), Foca (contrabaixo), Edinho (guitarra), Luizinho (viola, violão e cavaquinho) e Zóio (percussão). Há quase um ano, em 29 de maio de 2011, a banda gravou seu primeiro DVD, contando com 14 músicas, entre letras próprias e regravações de artistas nacionais consagrados, como Skank, Tim Maia, Chico Science, Nação Zumbi, Lenine, Oswaldo Montenegro, Raul Seixas, entre outros.

A entrada para o show de lançamento desta noite custa apenas R$ 15, incluindo o CD e participação no coquetel, e pode ser adquirida na bilheteria do teatro ou na Escola de Música FLM (Avenida Antonio Segre, 230, Centro). Os ingressos estão se esgotando, quem não conseguir, poderá adquirir o CD por R$ 10 em shows, ou pela lojinha virtual da Banda BIC no Facebook. Conheça também o site http://www.brasilinconserto.mus.br.

Obs.: Matéria feita para o caderno Sirva-se, do JC, em 04.05.2012

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“Olhos que sentem”

Show de hoje (13), na Sala Glória Rocha, revela talentos da União dos Deficientes de Jundiaí e Região (UDJR)

Viciado, homossexual ou soropositivo, qualquer pejorativo não importa, a questão é que Cazuza era um sábio em sua poesia, “Olhe o mundo com a coragem do cego, entenda as palavras com a atenção do surdo, fale com a mão e com os olhos, como fazem os mudos”. Seja na “I got a Woman”, de Ray Charles, “I Just Called To Say I Love You“, de Stevie Wonder, ou “Vivo por Ella”, de Andrea Boccelli, a deficiência visual nunca foi empecilho para quem realmente tem a música no sangue.

A história nos mostra que música não se faz só com mãos, olhos, e nem com os ouvidos, afinal, Ludwing van Bethoveen mesmo surdo, foi um dos pilares da música ocidental. Música se faz com a alma, com o coração, e “Per Amore”, como canta Bocelli. É com esse amor que Magno Henrique Mendes, presidente da União dos Deficientes de Jundiaí e Região (UDJR), vêm desenvolvendo seu trabalho com a banda UDJR há três anos.

Formada por deficientes visuais, e não deficientes, a UDJR vai tocar nessa sexta-feira (13), a partir das 19h, na Sala Glória Rocha. O show beneficente, chamado “Olhos que sentem”, vai mostrar além do que seus olhos podem ver. O professor da oficina de técnicas vocais da UDJR, Mil Taroba, também estará presente com sua banda Let’s Groove, e o repertório feito do melhor do MPB, Soul, Samba Rock e Black Music Brasileira.

A UDJR leva a sério Mário Quintana e prova que “Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão”. Atuante desde 1993, a União “é um ponto de encontro onde as pessoas que necessitam de um tratamento especial, encontrarão sempre alguém para ouvi-los e aconselhá-los de modo a proporcionar-lhes conforto psicológico”, e por isso, oferece diversas oficinas a essas pessoas, sendo elas: braille, ginástica corporal e qualidade de vida, goalball, informática, inglês, prática de atividade de vida diária (AVD), soroban, técnicas vocais, violão, visitas culturais, psicologia comunitária e reparo de bengalas. Para saber mais sobre a UDJR, acesse: http://www.udjr.org.br.
Serviços
“Olhos que sentem “ (show beneficente)
Banda UDRJ e Let’s Groove
Data e hora: 13 de abril, às 19h
Local: Sala Glória Rocha – Rua Barão de Jundiaí 1093 – Centro – Jundiaí

 

 

* Publicado no dia 13/04/2012, no caderno Sirva-se do Jornal da Cidade

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Uma Alternativa de Espaço!

Não é difícil entrar no Ateliê Casarão e ver jovens empolgados falando de arte, a cozinha movimentada e os dois pequenos cômodos da casa lotados com alunos de todas as idades. Aberto de segunda a segunda, o coordenador Claudio de Albuquerque fez de seu lar um espaço artístico cultural muito acolhedor, onde nem as paredes escapam das mãos talentosas de seus frequentadores.

Inaugurado oficialmente em 02 de fevereiro de 2008, o objetivo é servir como alternativa de espaço aos artistas da região para criação, ensaios, apresentações e debates sobre o fazer artístico, cultural e social. Hoje, o Ateliê Casarão possui duas salas para ensaios, estacionamento, espaço externo para criação de cenário e intervenções de artes visuais, além de uma biblioteca com mais de 500 DvD’s, 400 Cd’s, 300 livros e 200 textos teatrais para consulta.

 

Francisco Nicioli, de 13 anos, é filho da Marici Nicioli, professora de teatro na Casa da Cultura junto com Claudio Albuquerque, e frequentador assíduo das atividades do Casarão. O garoto vive em contato com a arte desde criança, há muito tempo conhece o local e até fez aulas de teatro. Segundo ele, o mais interessante é que o Casarão vem crescendo a cada dia, mas sem perder sua essência e seu jeito acolhedor de receber as pessoas, uma verdadeira família.

A programação mensal pode ser acompanhada através do blog Ateliê Casarão.
Confira agenda de oficinas logo abaixo e faça sua visita:

Segunda-feira

20h00 às 22h00 – Oficina de Teatro com Claudio Albuquerque (á partir dos 18 anos)

Terça-feira

19h00 – CIA Solo (sala locada para o grupo independente)

18h30 às 20h00 – Castanhola com Rodrigo de La Sierra

20h30 às 22h00 – Dança Flamenca com Rodrigo de La Sierra

Quarta-Feira

18h30 – Dança Flamenca com Rodrigo de La Sierra

20h00 às 22h00 – Percussão com Kleber Moura

Quinta-Feira

19h00 às 22h00 – Oficina de Teatro com Claudio Albuquerque (á partir dos 15 anos)

19h00 às 20h30 – Dança Cigana com Mônica D’andaluz

20h30 às 22h00 – Dança Flamenca com Rodrigo de La Sierra

Sábado

10h30 às 12h00 – Dança do Ventre com Maristela Demarchi e Regiane Porfírio

14h00 às 16h00 – Oficina de Teatro (de 12 á 16 anos)

16h30 às 18h30 – Oficina de Teatro (de 15 á 20 anos)

Além das oficinas, o Ateliê Casarão ainda promove eventos como:

– Workshop de Contato e Improvisação, com Franciele Ramires

– Oficina Arte do Riso = Aulas de Palhaço (a cada 4 meses)

– Apresentações Teatrias;

– “Comediando” = Mediar e Fomentar o andar da Comédia na região (bimestral)

– “Clowntidiano” = Encontro de Palhaços da região (bimestral)

– “No interior do Improviso” = Com grupo Mixórdia

– Sarau dos Arteiros = Apresentações com artistas da região (todo mês)

Confira as fotos das aulas e eventos do Casarão na página do Facebook – O Arteiro Jundiaiense

Para saber mais acesse www.ateliecasarao.blogspot.com

Ou entre em contatos pelo e-mail ateliecasarao@hotmail.com ou pelo telefone (11) 6852-3849

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Absurdo (Vanessa da Mata)

Havia tanto pra lhe contar
A natureza
Mudava a forma o estado e o lugar
Era absurdo

Havia tanto pra lhe mostrar
Era tão belo
Mas olhe agora o estrago em que está

Tapetes fartos de folhas e flores
O chão do mundo se varre aqui
Essa idéia do natural ser sujo
Do inorgânico não se faz

Destruição é reflexo do humano
Se a ambição desumana o Ser
Essa imagem de infértil deserto
Nunca pensei que chegasse aqui

Auto-destrutivos,
Falsas vitimas nocivas?

Havia tanto pra aproveitar
Sem poderio
Tantas histórias, tantos sabores
Capins dourados

Havia tanto pra respirar
Era tão fino
Naqueles rios a gente banhava

Desmatam tudo e reclamam do tempo
Que ironia conflitante ser
Desequilíbrio que alimenta as pragas
Alterado grão, alterado pão

Sujamos rios, dependemos das águas
Tanto faz os meios violentos
Luxúria é ética do perverso vivo
Morto por dinheiro

Cores, tantas cores
Tais belezas
Foram-se
Versos e estrelas
Tantas fadas que eu não vi

Falsos bens, progresso?
Com a mãe, ingratidão
Deram o galinheiro
Pra raposa vigiar

http://www.vagalume.com.br/vanessa-da-mata/absurdo.html#ixzz1C6A2rh9j

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