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Uma Alternativa de Espaço!

Não é difícil entrar no Ateliê Casarão e ver jovens empolgados falando de arte, a cozinha movimentada e os dois pequenos cômodos da casa lotados com alunos de todas as idades. Aberto de segunda a segunda, o coordenador Claudio de Albuquerque fez de seu lar um espaço artístico cultural muito acolhedor, onde nem as paredes escapam das mãos talentosas de seus frequentadores.

Inaugurado oficialmente em 02 de fevereiro de 2008, o objetivo é servir como alternativa de espaço aos artistas da região para criação, ensaios, apresentações e debates sobre o fazer artístico, cultural e social. Hoje, o Ateliê Casarão possui duas salas para ensaios, estacionamento, espaço externo para criação de cenário e intervenções de artes visuais, além de uma biblioteca com mais de 500 DvD’s, 400 Cd’s, 300 livros e 200 textos teatrais para consulta.

 

Francisco Nicioli, de 13 anos, é filho da Marici Nicioli, professora de teatro na Casa da Cultura junto com Claudio Albuquerque, e frequentador assíduo das atividades do Casarão. O garoto vive em contato com a arte desde criança, há muito tempo conhece o local e até fez aulas de teatro. Segundo ele, o mais interessante é que o Casarão vem crescendo a cada dia, mas sem perder sua essência e seu jeito acolhedor de receber as pessoas, uma verdadeira família.

A programação mensal pode ser acompanhada através do blog Ateliê Casarão.
Confira agenda de oficinas logo abaixo e faça sua visita:

Segunda-feira

20h00 às 22h00 – Oficina de Teatro com Claudio Albuquerque (á partir dos 18 anos)

Terça-feira

19h00 – CIA Solo (sala locada para o grupo independente)

18h30 às 20h00 – Castanhola com Rodrigo de La Sierra

20h30 às 22h00 – Dança Flamenca com Rodrigo de La Sierra

Quarta-Feira

18h30 – Dança Flamenca com Rodrigo de La Sierra

20h00 às 22h00 – Percussão com Kleber Moura

Quinta-Feira

19h00 às 22h00 – Oficina de Teatro com Claudio Albuquerque (á partir dos 15 anos)

19h00 às 20h30 – Dança Cigana com Mônica D’andaluz

20h30 às 22h00 – Dança Flamenca com Rodrigo de La Sierra

Sábado

10h30 às 12h00 – Dança do Ventre com Maristela Demarchi e Regiane Porfírio

14h00 às 16h00 – Oficina de Teatro (de 12 á 16 anos)

16h30 às 18h30 – Oficina de Teatro (de 15 á 20 anos)

Além das oficinas, o Ateliê Casarão ainda promove eventos como:

– Workshop de Contato e Improvisação, com Franciele Ramires

– Oficina Arte do Riso = Aulas de Palhaço (a cada 4 meses)

– Apresentações Teatrias;

– “Comediando” = Mediar e Fomentar o andar da Comédia na região (bimestral)

– “Clowntidiano” = Encontro de Palhaços da região (bimestral)

– “No interior do Improviso” = Com grupo Mixórdia

– Sarau dos Arteiros = Apresentações com artistas da região (todo mês)

Confira as fotos das aulas e eventos do Casarão na página do Facebook – O Arteiro Jundiaiense

Para saber mais acesse www.ateliecasarao.blogspot.com

Ou entre em contatos pelo e-mail ateliecasarao@hotmail.com ou pelo telefone (11) 6852-3849

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Arteiragem – Part I

Passos ligeiros cheios de jingado, quando a “Véia do Bambu” ou o Lampião entram em cena, o público fica vidrado. Não é difícil ver rostos perplexos tentando adivinhar de onde vêm tantas histórias e a habilidosa expressão corporal do artista brincante, que ali apresenta Pernambuco em Quatro atos.

Quem não conhece a vida de Claudio Alencar, mais conhecido em Jundiaí como Claudio Albuquerque, fica a supor que tal peça nasceu de estudos acadêmicos, baseados em livros de autores consagrados ou grandes pesquisadores do Nordeste brasileiro. Mas ledo engano de quem achar que é só isso.

Nascido em 13 de julho de 1977, no bairro do Limão em São Paulo, Claudio Pereira de Albuquerque é filho de Valdeci Henrique Albuquerque e Luzinete Pereira de Souza. Primos que saíram da Paraíba e acabaram se encontrando na capital paulista.

Quando o garoto tinha apenas sete anos, por culpa da profissão de seu pai como comerciante de figurinha, sua família saiu de São Paulo e se mudou para a cidade de Campina Grande na Paraíba. Depois de um ano seguiram para Recife/PE, local onde o pequeno arteiro passou toda a adolescência e o começo da juventude. Mas foi no quarto ano da faculdade de engenharia mecânica que seus pais mais uma vez tiveram de partir para outra cidade, Claudio sabia que não daria certo morar sozinho, e assim, depois de treze anos em Recife se mudaram para Salvador/BA.

A arte como profissão

Em Recife, Claudio conviveu com o Maracatu e o Cavalo Marinho, mas nunca os vira como expressões artísticas. Por vezes sentiu vergonha do avô Ananias Alencar, comerciante de doces que saía vestido de palhaço nos carnavais paraibano. A arte chegou à sua vida como uma brincadeira, os folguedos eram apenas momentos de diversão onde podia encontrar os amigos, fazer um “Auê” e ir atrás das meninas.

Mas foi durante os oito anos em que viveu em Salvador que seu amor pelas artes começou a tomar uma dimensão real e palpável. Através do curso de teatro oferecido pela Secretaria de Cultura, Claudio passou a desenvolver suas habilidades como ator. Segundo ele o teatro talvez tenha sido sua única opção, por se tratar de uma arte barata. No fundo, sua paixão sempre foi à poesia, o cinema e as artes plásticas.

Ao voltar para as terras paulistas, em São Bernardo do Campo conseguiu o registro como ator, passando a se chamar Claudio Alencar em homenagem ao avô Nemias Alencar. Nome este que infelizmente, por questões burocráticas, não pode manter quando passou a desenvolver seus projetos com cultura popular na cidade de Jundiaí.

Continua…

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O Arteiro Jundiaiense

Ator, poeta, palhaço, cantor, dançarino, músico, professor, jundiaiense, pernambucano, paulista…

É difícil descrever quem é Cláudio Pereira de Albuquerque.
A primeira vez que o vi foi no ano passado (2010), quando gentilmente deu dicas de intervenção urbana para os voluntários do Voto Consciente Jundiaí. Como sempre faz, abriu as portas do Casarão e nos ensinou a dar asas a imaginação.

Antes de conhecer esta alternativa de espaço pensava que a cultura jundiaiense estava falhida, e os jovens perdidos sem opção cultural. Mas tudo mudou quando passei a frequentar os Ateliê Casarão no último mês, conheci os artistas da região, dancei maracatu, assisti a ensaios teatrais, ri muito com os amigos do Mixórdia…enfim, passei a viver a arte e aprendi o quanto ela é importante na formação de cada cidadão.

Esse é o motivo pelo qual escolhi Claudio de Albuquerque como personagem principal, para agradecer e homenagear este que tem mudado a vida de muitos jovens sedentos por arte e cultura.

Fica meu agradecimento a todos que colaboraram!
Um grande abraço!


Site Oficial do Concurso Rumos Jornalismo Cultural 2011

Página Ofical do Facebook

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