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Moviecomarte – “O Artista”

Para ajudar na divulgação do Moviecomarte, importante iniciativa cultural da cidade, segue sinopse do filme “O Artista” que vai rolar nesse fim de semana!

O ARTISTA


Parece até piada fazer um filme em preto e branco e mudo em plena evolução tecnológica e exaustiva utilização das três dimensões. Parece piada, mas não é. O Arista surgiu  como o grande favorito a ganhar o prêmio do Oscar, ficou cokm 05 estatuetas, incluindo a de MELHOR FILME, e  arrebatou  conquistas na temporada de premiações. O longa foi eleito o Melhor filme de Comédia ou Musical do Globo de Ouro 2012, O Melhor filme do Critics Choice Awards 2012 e o Melhor Filme do Producers Guild Awards 2012, isso tudo sem falar nos diversos prêmios técnicos que ele vem obtendo. O alvoroço ao seu redor começou quando, merecidamente, Jean Dujardin ganhou o título de melhor ator do Festival de Cannes.
A trama é a história de vida de George Valentin, o interprete número um de Hollywood no tempo do cinema mudo. Seu sucesso era inegável e seu carisma garantia sessões lotadas. Certo dia, ele se esbarrou acidentalmente com um fã incondicional e com ela termina sendo capa do jornal. Ela, Peppy Miller, estava tentando começar uma carreira e com a ajuda dele consegue um primeiro trabalho. O mundo começou a mudar e com o avanço tenológico, os filmes passariam a ter reprodução de vozes, o que para George era um absurdo e novidade pela qual ele recusou adaptar-se. Seu sucesso vai se esvaindo e sua alegria de viver se perde com ele. Peppy por sua vez, teve, com essa mudança a grande chance de sua vida, mas nunca ela deixaria de ser grata ao homem que lhe ajudou e por quem ela sempre teve uma paixão.
O longa é uma grande homenagem ao cinema e circula sobre referências a filmes como Cantando Na Chuva e Cidadão Kane. Michel Hazanavicius se mostra um grande conhecedor da era de ouro do cinema e nos entrega uma direção majestosa. Ele sabe exatamente o que fazer para nos entreter e consegue claramente passear entre diversos gêneros, sendo cômico, triste e aventureiro no tempo certo. A metalinguagem é usada com maestria e dizer que tiveram toda cautela com os aspectos técnicos é pouco. Está tudo ali! Aos seus olhos e nada precisa ser dito para que o sentimento recebido seja o mesmo. A fotografia do filme é esplêndida e ambientação é feita nos mínimos detalhes. A direção de arte é demais e trabalha em sintonia com o figuro. Até momentos que não são de filmes mudo fazem parte do longa, mas estes são aplicados com maestria e em situações chave.
A trilha sonora merece um parágrafo a parte. Ludovic Bource acaba de ganhar o Globo de Ouro de melhor trilha sonora do ano, superando o ídolo John Williams, com muito merecimento. Um filme mudo precisa de muita música para preencher os espaços não falados. É até interessante relembrar o tempo em que ir ao cinema era coisa de gente fina, que utilizava seus ternos e gravatas. Na frente da telona ficava uma banda que ia ritmar os acontecimentos e serve também como mais um momento nostálgico. Até fugi um pouco do tema , mas queria deixar retratado que a trilha é perfeita e ponto chave para sucesso do trabalho geral.
O elenco também está muito afinado. A dupla de protagonistas, formada por Jean Dujardin e Bérénice Bejo, consegue cativar o público já em sua primeira aparição. A dança e os semblantes são realmente animadores e conseguem arrancar sorrisos de quem assiste. O cachorrinho do personagem principal é uma graça e dei muitas gargalhadas com ele. Parece que foi feito por computação gráfica de tão inteligente, mas o bichinho tomou conta do tapete vermelho no Globo de Ouro e mostrou que é um astro mesmo. O elenco de apoio tem muita gente conhecida: John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller e Missi Pyle enriquecem ainda mais a produção.
Em suma, estamos diante de um grande trabalho, que merece todos os elogios que está recebendo. Os críticos, ele já conquistou, mas o grande público precisa abrir mão de muitos preconceitos para lhe dar a oportunidade que merece.  É um filme que em sua excentricidade, vira contagiante. Diferente de tudo que andamos vendo recentemente.

SERVIÇO : Sábado (28/04) e Domingo (29/04) – 11horas – Terça-feira (1/05) – 21h30

*Texto recebido pela assessoria do Moviecomarte.

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Filed under Cultura

Entre imagens e histórias a arte de documentar

No ‘1º Saraum’, além de música, dança, poesia e teatro, jovens lançam documentário próprio sobre a Vila Ana

“A favela, nunca foi reduto de marginal… a favela é um problema social” canta Seu Jorge com a autoridade de quem viveu na pele e conhece bem o que esta falando. Antes era a favela, o gueto, um lugar de marginais. Mas deram a volta por cima e mostraram que lá tem gente de verdade, honestidade e dignidade. Agora é carinhosamente “A Comunidade”, nas palavras de Arlindo Cruz, com “Becos e vielas, eu encanto e canto uma história feliz, de humildade verdadeira, gente simples de primeira!”.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Jundiaí tem 374.962 mil habitantes, parte deles vive em bairros periféricos como Vila Ana, São Camilo, Jd. Felicidade, Vila Aparecida ou Tamoio, e a outra parte não tem noção do quanto tais bairros são ricos em histórias, diversidade e talento.
Graças ao trabalho do povo, a Vila Ana é hoje “Uma comunidade em transformação”, que recebeu a atenção da Prefeitura Municipal de Jundiaí e passa por um processo de reurbanização. Vestígios dessa movimentação poderão ser vistos no documentário “Vila Ana: Nosso Bairro”, que será exibido no “1º Saraum”, domingo (26), às 16h, na Igreja Santana, na Vila Ana.
O documentário foi realizado por jovens que residem no bairro, e participaram da Oficina de Vídeo no Ponto de Cultura do Clube 28 de Setembro, em parceria com a Pastoral de Atendimento e Integração ao Menor – PAIM, e a Leso Vídeo Filmes. O tema foi escolhido pelos participantes, que tiveram total liberdade para fazer pesquisas e entrevistas, durante os meses de agosto, setembro e outubro de 2011. Alguns personagens foram importantes na construção do documentário, como por exemplo, os líderes comunitários Eurico Gonçalves de Lima e Rodrigo André de Brito, e a jornalista Eliane da Silva Pinto, que em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) adotou a Vila Ana como tema. Segundo a equipe da Leso Vídeo Filmes, “O filme prevê a reconstrução histórica da Vila Ana – bairro pioneiro e exemplo internacional na aplicação da Rede de Desenvolvimento Local e que tem como fundamento a detecção, via população, de suas principais necessidades, o que proporciona a valorização do espaço e de seus agentes aglutinadores: líderes já atuantes e moradores”, de acordo com os produtores da Leso Vídeo e Filmes.

Obs.: Publicado no caderno Sirva-se do Jornal da Cidade de Jundiaí, dia 24/02/2012

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