O nu ainda é tabu? #prontofalei

Vida de jornalista é assim, tão alucinada que não há horários para nada, principalmente para comer. Já tinha passado da meia noite quando a fome bateu, jantar sozinha é sempre uma tristeza, então sempre opto pelos programas de TV inúteis do canal aberto (é o que tem!), só para preencher o silêncio. E não é que para a minha surpresa o programa da Luciana Gimenez inovou essa noite?! Ao invés dos clássicos desfiles de langeries que deixam qualquer marmanjo de quatro babando, a pauta da noite foi a utilização do nu como forma de protesto, com duas integrantes do grupo Femen Brazil.

Como sempre o mesmo discurso hipócrita, recheado de falso vem para temperar a discussão. A polêmica: realmente é necessário por o peito de fora para conseguir alguma coisa??? É claro que se o mundo fosse tão certo quanto deveria ser (sem mulheres sendo violentadas física, moral, espiritual e moralmente), a resposta certa seria NÃOOOO!!! É fato quer nenhuma das grandes mulheres da história precisaram agir dessa forma, no entanto, os tempos são outros.

Mas o que muitos se esquecem é que quando ligamos a TV, não é raro ver mulheres vulgares, com vestidos curtíssimos, ou seminuas. Não é raro descobrir que muitas mulheres famosas dormiriam até com o Silvio Santos só para conseguirem o que querem. Não é raro entrar nas bancas e ver mulheres “respeitadas” que se deixam fotografar nuas, em troca de dinheiro e fama (as vezes acho que uma prostituta – literalmente – se da mais valor!). Não é raro ver um desfile de carnaval onde as mulheres usam apenas tapa sexo (Ok, em respeito à nossa cultura eu ainda tolero!). E ainda sim, PROTESTAR COM SEIOS DE FORA POR QUESTÕES POLÍTICAS É UM ABSURDO???

Falar não adianta mais. Os gritos, cartazes, narizes de palhaço e apitos já não impressionam, pois perderam o caráter subversivo, afinal, existem marchas para tudo agora né?! Apesar de eu ter uma postura política mais corrompida e alienada nos dias de hoje, confesso que admiro a atitude e coragem dessas garotas, e digo mais, se eu não fosse tão dominada pelo sistema arrancaria minha blusa e protestaria contra as putarias que acontecem nessa cidade, onde os políticos parecem zumbis comedores de cérebro (Zumbiahy!rsrsrs).

Em um momento onde poucos jovens se interessam por questões como essa, é louvável que garotas tão novas tomem alguma atitude. Uma coisa é certa, se por os peitos de fora não resolvesse nada, não teria tanta gente incomodada! O papel delas de intervir no dia a dia das pessoas já tem sido feito, elas não estão inertes em seus mundinhos ridículos, incapazes de pensar no próximo. E como dizem, “falem bem ou mal, mas falem de mim!”. Meu grande respeito!

Femen.org = Entendam de onde tudo isso surgiu! http://femen.org/

 

 

 

1 Comentário

Filed under Cotidiano, Política

Minha bíblia de Sincericídios – Parte I: Crítica a inércia.

Quem me conhece há pouco tempo, com certeza já me viu enchendo a cara, pegando quem da na telha, falando abertamente de sexo, orgasmos, asneiras e palavrões, e por isso, se espanta quando digo que há quatro anos eu era coordenadora de grupo de jovens e freqüentava a missa todo domingo. É fato que nunca fui o tipo de cristã fanática e alienada, que pregava coisas que não vivia e achava que viver intensamente era um pecado mortal, mas ainda assim, meu censo crítico não chegava a ser tão apurado quanto é agora, depois que decidi criar asas e viver minha própria vida.

Sempre me lembro do filme 300, no qual as crianças espartanas eram mandadas para a floresta para viver os perigos e privações, e se tornar um guerreiro de verdade. E foi praticamente isso o que fiz, com 19 anos finalmente sai da redoma de vidro e fui para “O Mundo”… Aquele lugar frio e sombrio, bem parecido com o inferno, segundo a ridícula imaginação dos pseudo católicos.

Experimentei muito do que eu tinha vontade, sensações, sentimentos, prazeres e desprazeres. Conheci pessoas e lugares. E até agora, um pouco menos frenética, ainda não cansei de cair e aprender a levantar. Sei que falta muito para viver e conquistar, no entanto, sinto-me bem menos reprimida e infeliz. Diante do espelho passei a ver quem realmente sou. E digo em alto e bom som, tem valido a pena tocar o foda-se em tudo e olhar para o meu próprio umbigo, às vezes é necessário um pouco de amor próprio.

Mundo X Igreja

Desde então tem sido difícil engolir pessoas e discursos, muitas vezes hipócritas, toda vez que visito a comunidade a qual pertenci. Parece que pararam no tempo, e todos só sabem repetir de maneira robótica aquilo que é ensinado há séculos. Não pensam, não vivem e muito menos sentem.  E aí do padre que tentar mudar!

E isso não é culpa do Catolicismo não, sempre que leio materiais elaborados a nível nacional, percebo que a igreja tem se adaptado a realidade e as novas tendências da sociedade contemporânea. Mas o problema tem um nome, HOMEM. É o homem que desanda a receita. Que usa a igreja em benefício próprio, para massagear o ego e o bolso.

Se o nego é submisso no trabalho, quer ser o manda chuva na igreja. Se não é compreendido em casa, briga com todos na igreja. Se não faz da vida o que ama, tem o prazer de destruir os sonhos alheios, e eu ficaria dias falando das merdas que tenho presenciado. Muitas comunidades acabaram se tornando igual ao mundo que tanto demonizam, isto é, se não forem piores.

Então me diga você ai que não sai da igreja, o que tem feito para que as pessoas trilhem o mesmo caminho que você escolheu? Se Jesus é a salvação, o que tem feito para que as pessoas o encontrem? Evangelizar dando catequese para quem vai até a igreja é fácil, mas e no seu dia a dia, você tem sido igreja? Tem sido sal da terra e luz do mundo?

Resistência da Fé

É claro que na intenção de impressionar e fazer você parar para pensar, estou sendo estupidamente generalista. Felizmente ainda há pessoas que fazem a diferença e lutam todos os dias para transmitir com fidelidade as mensagens de Cristo. Pessoas que tentam manter o divino equilíbrio entre fala, ação e oração, sem discriminar as demais religiões e excluir os que estão a margem da sociedade.

Algo que admiro muito na Igreja Católica, são as ações pastorais praticadas e incentivadas. Ações pelas quais a Igreja realiza a sua missão, que consiste primariamente em continuar a missão de Jesus Cristo. O objetivo não é o assistencialismo, mas sim, a evangelização somada a ação. Para quem não conhece existem várias, como: Pastoral da Comunicação, Pastoral da Mulher, Pastoral Carcerária, Pastoral da Saúde, Pastoral Afro-Brasileira, Pastoral de DST/AIDS, Pastoral da Terra e entre outras.

Em meu sangue corre a indignação com as injustiças desse mundo, e por isso, desde cedo meu pai dizia que eu devia ser da política, assim poderia canalizar minha rebeldia. A questão é que minha língua não cabe na boca e nem dentro do “Sistema”, o sincericídio é tanto, que sempre reconheci em mim a falta de vocação para o mundo da politicagem. Não sei fazer média, não sei puxar saco, não sei fingir que não sei.

Para mim quem faz política hoje são as organizações apartidárias, os cidadãos que todos os dias fazem suas pequenas ações transformadoras, os cristãos da Pastoral da Fé e Política que evangelizam e ensinam seus irmãos a votarem conscientes, e entre outras manifestações.  Se você vai a igreja e as urnas só por obrigação baby, meus pêsames!

Deixe um comentário

Filed under Cotidiano, Eu, Política

“A cultura é um produto coletivo da vida humana.”

Artistas e agitadores se encontram para debater a criação colaborativa de políticas públicas culturais

Depois do grande lançamento público, no dia 15 de julho, que reuniu diversos artistas, produtores, agitadores culturais, políticos de vários partidos e até a secretaria de Cultura, Penha Camunhas, o Coletivo #CulturaJundiahy caminha para a criação de uma agenda de  propostas voltadas para políticas públicas culturais.

No último domingo (22), o #CulturaJundiahy realizou o 1º Debate de Propostas Culturais, no Café Villa da Mata. Uma tarde muito produtiva, que atraiu não só artistas e produtores culturais, mas também educadores, um sociólogo, uma advogada, uma assistente social, e entre outros profissionais apaixonados por arte e cultura. Em um processo colaborativo e dinâmico, todas as ideias voltadas à cultura já lançadas no site Cidade Democrática foram debatidas, a fim de aprimorar cada uma delas, e estimular a criação de novas propostas e intervenções do Coletivo.

Um dos principais objetivos do #CulturaJundiahy é promover o diálogo e a união daqueles que produzem e consomem cultura na cidade. Por isso, assim como o apoio constante do Coletivo Cultura Campolimpense, a presença de representantes do Coletivo Garagem Aberta – CGA, um dos grandes inspiradores para o nascimento do Coletivo #CulturaJundiahy,  foi essencial no último encontro.

Dando continuidade as atividades, nesse domingo (29), às 15h, no MilkShakespeare Café Bistrô, acontecerá o 2º Debate de Propostas Culturais. No encontro passado cada um pode dizer qual o sonho que tem para a cultura, e agora, a proposta é que cada um diga “Qual a maior qualidade da Cultura em Jundiaí e como mantê-la?”, e logo em seguida, abre-se o bate-papo para aprofundamento das propostas. Informações com Ede Galileu (11) 9881-7816, Carmen Nogueira (11) 7233-5370 ou Cíntia Carvalho (11) 9215-9562.

Serviços

2º Debate de Propostas Culturais

Dia e hora: 29 de Julho, 15h

Local: MilkShakespeare Café BistrôBulevar Beco Fino – Loja 03 – Avenida Nove de Julho, 1650JundiaíBR.

 

O Coletivo #CulturaJundiahy

Descobrimos o que atores, bailarinos, artistas plásticos, fotógrafos, ilustradores, jornalistas, músicos e agitadores culturais têm em comum… a inquieta vontade de mudar o mundo com sua arte. Cada um com sua forma de expressão busca representar sonhos, angústias e prazeres, através de novas linguagens e velhos padrões, retratam seu tempo e atuam como transformadores sociais.

Mas para mudar o mundo é necessário muito mais que palavras, gestos ou pinceladas. É preciso conhecer os códigos e leis que regem essa sociedade, e assim, entender (e exercer) seus direitos e deveres. Por isso, aproveitando o ano de eleições municipais, os artistas e fomentadores culturais de Jundiaí decidiram criar um coletivo que agregue todos os segmentos artísticos em busca de políticas públicas culturais para a cidade. Uma lista com 12 propostas culturais será construída e apresentada aos candidatos a prefeito, em busca de comprometimento. É hora de mudar a lógica dessas eleições, passando de simples ouvintes de promessas, para cidadãos comprometidos com a cidade em que vivem.

Deixe um comentário

Filed under Cultura

Arte do Riso: Uma viagem para dentro de si

Meu livro começa a nascer…segue relato da experiência vivida na Oficina Arte do Riso, o texto esta bem literário, vamos ver o que a ACADEMIA pensa a respeito.  Última versão da proposta  = Entregue

Que venha a pré-banca agora! =)

——————— x———————

Quatro dias sem bebidas, cigarros, sexo ou qualquer outro tipo de vício. Tudo que limitasse uma profunda imersão para dentro de si mesmo nos foi negado, principalmente a fala. A missão era começar a conhecer e lidar com os monstros internos, expondo nosso ridículo e brincando com nossas misérias.

Passamos a vida toda sendo repreendidos… “Não de gargalhadas!”, “Não fale com estranhos!”, “Cuidado com a sinceridade!”, “Lave antes de comer!”… A espontaneidade foi sendo sufocada pelas regras da civilização moderna. E nessa metamorfose, as crianças estão perdendo sua infância cada vez mais cedo.

Na Oficina Arte do Riso 2012, ministrada pelo poeta e palhaço Claudio de Albuquerque, dos dias 06 á 09 de junho, o objetivo dos participantes era entrar em “contato com a essência do ridículo através da poesia de cada um”. Lá não se aprende a ser palhaço, mas sim, a ter um novo olhar sobre si mesmo e sobre a sociedade onde vivemos.

Ansiedade e medo. Curiosidade e entusiasmo. Não saber o que viria pela frente causou um mix de sentimentos, me deixando pouco segura. Mas afinal, porque eu deveria estar preparada? Por que eu sempre tenho que me preparar para tudo? Por que não posso deixar minha vida fluir naturalmente? Eis os sentimentos que me assomaram nas primeiras horas de vivência.

Mas afinal, quem não tem medo de passar por ridículo, tolo, ignorante ou perdedor diante daquele que ama ou da sociedade em que vive? Cotidiano corrido, atitudes “automáticas”, uma sociedade feita de leis e padrões que não entendemos, mas obedecemos. Repressão. Censura. Vidas estruturadas em valores patriarcais. Eu pensava que todo mundo temia o ridículo, até ser apresentada a arte clownesca.

Ao encontro do EU

As horas foram passando, e vi em mim uma ânsia de conhecer novos lugares, pessoas e experiências. Sentia-me (e talvez ainda sinta) fisicamente amarrada, mas quando me olhei de fora, vi o reflexo de alguém que primeiro anseia conhecer a si mesmo. Inconscientemente altruísta, reconheci que adaptava minha vida ao ritmo dos outros, sem perceber que me sufocava aos poucos. Sentimentos não vividos, vontades não expressadas, e partes do corpo não exploradas. A partir desse raio X, percebi que começava a me abrir para os dias de vivência.

 Ser palhaço é viver em constante aprendizado. No circo, essa arte nunca foi praticada por qualquer um, ou se trata de um talento nato, uma herança/tradição de família, ou é um artista circense que já não possui mais condições de seguir o ritmo que outros tipos de espetáculos exigem. Na Oficina Arte do Riso reaprende-se a despertar os sentidos, para ver o mundo de outra forma. Passamos a observar quem passa por nós pelas ruas, a sentir os diversos cheiros e aromas do dia, ouvir os pássaros em meio ao som das buzinas e motores, e saborear o tempero do arroz.

A mais valiosa lição aprendida foi que “Palhaço não faz graça, ele vive em Estado de Graça”. Por isso não basta praticar essa arte, é preciso ser, é preciso aceitar como filosofia de vida.  O palhaço cria seu próprio mundo, e se alimenta do riso causado pela ridicularização de suas próprias misérias.  Ele não é um personagem, é o “lado B” do ser humano. Como um ser iluminado, ele depende dos raios emanados pelo homem, pois sem a essência dele em sua totalidade, o palhaço é apenas sombra. Um eterno perdedor, um retrato daquilo que ninguém quer ser. Com espírito subversivo, seu maior talento é colocar o “dedo na ferida”. Mas quando o espetáculo termina, a máscara cai e ele volta à realidade, o mundo não é mais seu e a tristeza quase o engole.

Ausência das palavras

Para tudo que fazemos há uma justificativa verbal desnecessária. Sempre tentamos convencer as outras pessoas a serem e sentirem o que somos e sentimos, mas há coisas na vida que não foram feitas para dizer, traduzir ou explicar. Durante toda a Oficina Arte do Riso as palavras foram reprimidas para que o pensamento se libertasse.

A essência

O tempo corre rápido demais, e é comum a sensação de não ter vivido de verdade cada instante, cada oportunidade, cada amor ou amizade. E ai, descobre-se que não há quem saiba aproveitar mais vida do que uma criança. Sua ingenuidade, inocência, sinceridade e espontaneidade se tornaram as principais referências do palhaço.

Os limites e instintos foram testados durante a vivência. Comemos o que mais gostamos e o que mais odiamos, rimos e choramos, tivemos medo e coragem, ficamos felizes e irritados, para descobrir como encontrar o equilíbrio em meio ao caos, e aprender a domar os próprios monstros.

Sempre alerta e pronto para todas as ocasiões, o material do palhaço é o cotidiano, os fatos, o presente, o alcançável. A vida é um jogo incansável, no qual sua única escolha é aprender as regras e usar a criatividade para não ser vencido por si mesmo.

A grande festa

No fim do quarto dia já éramos todos amigos de infância, vestimo-nos de ridículos e saímos a andar por várias quadras. Uma ponta de tristeza nos acometia, pois chegara o momento de voltar para a realidade. Na bagagem o nariz de palhaço, as boas lembranças e as lições aprendidas. Corpo, mente e alma, todos expandidos e abertos para os estímulos do mundo ao redor.

Caos, pânico… o homem está doente porquê quer ser adoentar. Mas o riso ainda persiste em sua brava luta contra o mau humor. Drogas, remédios, bebidas… Os limites são extrapolados em busca de excitação e prazer. Mas os efeitos passam rápido e o desejo nunca é saciado.

Até que descubro que a fonte do orgasmo da vida esta na dança, na música, no riso, no corpo que vibra, se expressa e se liberta. Viver é sentir, e não, falar. As palavras são vazias, mentirosas e manipuladoras. Mas o corpo é sincero. Dos olhos ao dedão do pé, toda a alma pulsa e vibra de alegria, o sangue corre e mantém o fluxo da vida.

 

 

 

Deixe um comentário

Filed under # Clowntidiano

Lançamento Público do #CulturaJundiahy reúne artistas e políticos

No domingo (15), foi apresentado o novo Coletivo que busca discutir políticas públicas culturais para a cidade 

A menos de três meses das eleições municipais nasce o Coletivo #CulturaJundiahy, movimento em que artistas, educadores, jornalistas, produtores e apreciadores das artes se encontram, no intuito de debater e inspirar a criação de políticas públicas culturais para a cidade. O evento de lançamento público do Coletivo ocorreu no domingo (15), às 15h, no Ateliê Casarão, em Jundiaí.

Quem abriu o encontro foi a pedagoga Carmen Nogueira, contando brevemente a história do projeto #CulturaJundiahy, criado em novembro de 2010, para a divulgação de artistas jundiaienses. “O projeto começou de forma anônima, para fazer uma agenda cultural colaborativa através do Facebook e do Twitter. Em 2011, promovemos a 1ª Bicicletada Cultural (no qual além de pedalar, os participantes fotografaram pontos culturais da cidade) e participamos da mobilização para conseguir que propostas culturais entrassem como uma das 12 selecionadas no Concurso Cidadonos” conta Carmen, salientando que o projeto já nasceu com caráter coletivo. Em seguida, o produtor cultural Ede Galileu explicou aos presentes que o objetivo do Coletivo #CulturaJundiahy é agregar todos aqueles que fazem (e consomem) arte na cidade, para construir uma agenda com 12 propostas de políticas públicas culturais a ser apresentada aos candidatos a prefeito e vereador.

Após o intervalo para o lanche comunitário, que aconteceu ao som do músico Helty Gomes, um dos presidentes do Movimento Voto Consciente Jundiaí, Alberto Urbinatti, falou sobre a importante ligação entre cultura e política, também adiantou aos presentes quais perguntas serão feitas aos candidatos para o Ficha Pública, jornal da campanha Cidadonos Eleições 2012. Antes da apresentação de encerramento com o grupo de maracatu Tambores de Inkice, todos os presentes tiveram três minutos para compartilhar suas ideias.

Três novos encontros serão marcados pelo Coletivo #CulturaJundiahy para a elaboração das agenda com as 12 propostas, e novas ideias vêm sendo fomentadas através do perfil www.facebook.com/CULTURAjundiahy. Além dos participantes do Coletivo e apoiadores, o lançamento também contou com a presença da secretária de Cultura, Penha Camunhas, o diretor dos teatros Glória Rocha e Polytheama, Carlos Pasqualin, os candidatos a prefeito Pedro Bigardi (PCdoB) e Vanderlei Victorino (PSOL), além de Jorge Reis, representante do candidato Ibis Cruz (PTN), e alguns candidatos a vereador. Mais informações sobre o Coletivo podem ser obtidas com Ede Galileu (9881-7816), Carmen Nogueira (7233-5370) ou Cíntia Carvalho (9215-9562).

 

 

 

Deixe um comentário

Filed under Cultura

Saber Viver!

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Auto estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é… Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para meu crescimento. Hoje chamo isso de…Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo Hoje sei se chama… Amor próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes. Hoje descobri… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de se preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é… Saber viver!!

 

Charles Chaplin

 

1 Comentário

Filed under Eu

“Amor é prosa. Sexo é poesia”

No mês dos Namorados, poetisa Andrea Peregrinelli lança seu “diário do pecado”

“Teu falo saliente e majestoso consagra-me – pão e vinho, eleva-me – imaculada e puta, suscita-me – perecível, nua e crua: – Estado de graça! Santa e pecadora.” Intenso. Provocador. Controverso. Dual. Contraditório, assim como os que pregam a santidade, mas cultivam a luxúria. Essas são as primeiras impressões (superficiais) a respeito das poesias que compõe o novo livro de Andrea Peregrinelli, “Eu sou o pecado, a paixão, o prazer… Cecília”.

Em uma sociedade ainda conservadora e enraizada no catolicismo, é necessário ter muita coragem e ousadia para falar de sexo e do sagrado no mesmo discurso. Certa vez o Padre Fábio de Melo afirmou em uma pregação: “tentar traduzir em palavras aquilo que se vive, é correr o risco de banalizar aquilo que se sente. Então não fale!”, mas em seu novo livro Andrea prova que na vida é necessário se arriscar para expressar aquilo que seu corpo, alma e coração sentem.

Transformar o pecado original de Adão e Eva em algo sublime é dom daqueles que não vivem apenas por viver e fazem do sexo um ato mecânico. Como fazer poesia sobre aquilo que não se sente de verdade? Quase impossível. Na poesia não cabe a ficção dos romances, somente as dores, alegrias e prazeres do poeta. Em cada linha do livro de Andrea, sentimos com ela o calor do momento, a paixão a flor da pele, o amor feito com zelo, o divino que há na união entre dois seres que se completam, e por fim, o orgasmo que liberta e a inspira.

A maioria das pessoas vivem com medo de morrer, e por isso não se entregam intensamente em suas experiências e relações. Em pleno século XXI, onde as mulheres podem votar, trabalhar, e até mesmo ser presidente, muitas delas ainda não sabem o que é um orgasmo, pois estão sufocadas por seus medos, preconceitos, falso pudor, censuradas pela sociedade que não extinguiu seu patriarcalismo. Entrevistas apontam, orgasmar (sim, ele agora é um verbo!) é como morrer várias vezes. Mas esta é a morte do banal e daquilo que nos faz fracos, é renascer para o mundo com novas e boas “energias”. Então porque temer e não viver intensamente?

Em seu último álbum chamado “Sexo”, Erasmo Carlos encanta: “Primeiro foi o sexo que ardeu até o osso. Incandesceu meu sangue, queimando minha alma” e canta: “Tudo bem que toda santa é mulher, mas dizem que nem toda mulher é santa. Pelo menos nos altares onde andei, Vi santas mulheres, nas mulheres santas que amei”. Assim como o cantor, Andrea se vira do avesso e expõe seus sentimentos, misturando a sutileza do divino e a força animal do desejo, nos fazendo concordar com Marilyn Monroe quando disse “O sexo faz parte da natureza. Eu só a sigo.”

Na igreja católica acredita-se que um casamento só é consumado após o ato sexual, sem ele não existe marido e mulher. Percebe-se, aí, o sagrado que há no ato sexual. Ler “Eu sou o pecado, a paixão, o prazer… Cecília” é como se redimir do pecado de nunca ter feito amor de verdade, na língua do vaticano (os poemas estão em português e italiano) reaprendem-se a sentir, “Poema de carne e osso, cala-me em pequenas preces que orfeto-te todo o orgasmo de dentro de mim para ungir-te satisfeito e florioso.”

Serviços:
Lançamento
Dia: 21 de junho
Hora: às 20h
Local: BSpace; Rua Eduardo Ferragut, 145,, Jd. Itália – Vinhedo/SP

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

FORA DE MIM
Tudo ou quase tudo
é loucura-Sen santidade!
A mente sem equilibrio:
– A carne excita pecar.
Peco sem retirar o véu…
Não perturbo a salvação!!!
Fora ou dentro de mim
sou livre…

MALDITO BEM
Bem-me-quer
devota em tua cama
a salvar tu’alma
e condenar o teu bem-aventurado corpo…
Mal-me-quer
vestida, casta, lúcida
a afastar de tua pele quente e lúbrica,
de tua savra-insanidade…

Obs.: Texto publicado no caderno Sirva-se, do JC, em 15.06.2012

Deixe um comentário

Filed under Sirva-se (JC)