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“Até hoje ninguém conseguiu entender …”

Como se eu já não tivesse mais nada para pensar… minha mente resolve se perder em divagações e reflexões sobre esse sentimento incoerente, devasso e manipulador. Me vejo obrigada a dar um STOP no cotidiano, e me entregar as palavras. Boa Leitura!

Cantado e falado durante toda a história da humanidade. Certamente já tirou o sono daqueles que, angustiados, tentaram entender o que de fato és. Sentimento que ao lado do ódio se completa e inspira pintores, músicos e poetas. Utopia do homem moderno. Indecifrável, sempre nos deixa perplexos. Será que agora é?

Eu nunca entendera o tipo de sentimento que mantém minha mãe junto a meu pai, mas uma coisa é certa, se isso é amor, ele ficou gravado em mim como sinônimo de superação. E superação não é uma palavra qualquer.

Em meus 22 anos, pouco vivi e experimentei para ter certeza se já amei de verdade. Não me lembro de que foi meu primeiro amor, sabe aquele de infância?! É que depois deles passaram tantos que já não importa mais. Só lembro quem foi minha primeira “perca” porque doeu pra c%&$#@! … aquele “pé na bunda” gostoso que lhe tira do chão,  depois você deita no quintal a 1 da manhã, olha pra lua e fala…”morri”. Mas ai você supera, olha pra trás e diz: “ele não me merecia mesmo!”….rsrsrs…

A questão é: Sempre haverá uma pessoa capaz de marcar sua vida pra sempre. Uma pessoa que por ela você faria e superaria tudo. Uma pessoa que lhe faz perder o ar só de lembrar do cheiro, do olhar, do beijo… Uma pessoa que mesmo velha e chata você cuidaria. Uma pessoa que mesmo quando o sexo se tornasse missão impossível, você passaria o resto da vida conversando e filosofando sobre o mundo.

Não. Não me chamem de sonhadora, pois não acredito em príncipe encantado. A pessoa que me refiro não é perfeita, e é justo essa imperfeição que atrai. O problema é que muitas vezes essa pessoa já passou por nossas vidas, e por alguma razão medíocre e infantil, os caminhos se tornaram opostos.

Ainda assim, provas não faltam de que nossas histórias correm de maneira irônica e inesperada. Quantos caminhos já se reencontraram? É assim que o terreno da esperança se torna fértil. E o amor supera qualquer dor desde que sejamos capazes de nos permitir viver e recomeçar a cada dia.

Talvez A Pessoa já tenha passado por minha vida, e o sentimento (ousaria dizer amor?) a princípio era infantil, mas com o tempo vem amadurecendo. Ou talvez não e estou louca, alucinada e completamente enganada. Porque quando o assunto é amor, só temos a certeza de que não há certezas. Não há regras. Não há limites.

Nunca se sabe se na próxima esquina, na fila do banco ou no meio de expediente A Pessoa mais importante da sua vida vai aparecer. Basta uma pergunta desinteressada, um olhar, um aperto de mão ou um abraço apertado. Tudo tem sua hora certa, mas não perca a oportunidade de fazer hoje, o que talvez não possa fazer amanhã. O tempo para ser feliz é agora!

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Minha bíblia de Sincericídios – Parte I: Crítica a inércia.

Quem me conhece há pouco tempo, com certeza já me viu enchendo a cara, pegando quem da na telha, falando abertamente de sexo, orgasmos, asneiras e palavrões, e por isso, se espanta quando digo que há quatro anos eu era coordenadora de grupo de jovens e freqüentava a missa todo domingo. É fato que nunca fui o tipo de cristã fanática e alienada, que pregava coisas que não vivia e achava que viver intensamente era um pecado mortal, mas ainda assim, meu censo crítico não chegava a ser tão apurado quanto é agora, depois que decidi criar asas e viver minha própria vida.

Sempre me lembro do filme 300, no qual as crianças espartanas eram mandadas para a floresta para viver os perigos e privações, e se tornar um guerreiro de verdade. E foi praticamente isso o que fiz, com 19 anos finalmente sai da redoma de vidro e fui para “O Mundo”… Aquele lugar frio e sombrio, bem parecido com o inferno, segundo a ridícula imaginação dos pseudo católicos.

Experimentei muito do que eu tinha vontade, sensações, sentimentos, prazeres e desprazeres. Conheci pessoas e lugares. E até agora, um pouco menos frenética, ainda não cansei de cair e aprender a levantar. Sei que falta muito para viver e conquistar, no entanto, sinto-me bem menos reprimida e infeliz. Diante do espelho passei a ver quem realmente sou. E digo em alto e bom som, tem valido a pena tocar o foda-se em tudo e olhar para o meu próprio umbigo, às vezes é necessário um pouco de amor próprio.

Mundo X Igreja

Desde então tem sido difícil engolir pessoas e discursos, muitas vezes hipócritas, toda vez que visito a comunidade a qual pertenci. Parece que pararam no tempo, e todos só sabem repetir de maneira robótica aquilo que é ensinado há séculos. Não pensam, não vivem e muito menos sentem.  E aí do padre que tentar mudar!

E isso não é culpa do Catolicismo não, sempre que leio materiais elaborados a nível nacional, percebo que a igreja tem se adaptado a realidade e as novas tendências da sociedade contemporânea. Mas o problema tem um nome, HOMEM. É o homem que desanda a receita. Que usa a igreja em benefício próprio, para massagear o ego e o bolso.

Se o nego é submisso no trabalho, quer ser o manda chuva na igreja. Se não é compreendido em casa, briga com todos na igreja. Se não faz da vida o que ama, tem o prazer de destruir os sonhos alheios, e eu ficaria dias falando das merdas que tenho presenciado. Muitas comunidades acabaram se tornando igual ao mundo que tanto demonizam, isto é, se não forem piores.

Então me diga você ai que não sai da igreja, o que tem feito para que as pessoas trilhem o mesmo caminho que você escolheu? Se Jesus é a salvação, o que tem feito para que as pessoas o encontrem? Evangelizar dando catequese para quem vai até a igreja é fácil, mas e no seu dia a dia, você tem sido igreja? Tem sido sal da terra e luz do mundo?

Resistência da Fé

É claro que na intenção de impressionar e fazer você parar para pensar, estou sendo estupidamente generalista. Felizmente ainda há pessoas que fazem a diferença e lutam todos os dias para transmitir com fidelidade as mensagens de Cristo. Pessoas que tentam manter o divino equilíbrio entre fala, ação e oração, sem discriminar as demais religiões e excluir os que estão a margem da sociedade.

Algo que admiro muito na Igreja Católica, são as ações pastorais praticadas e incentivadas. Ações pelas quais a Igreja realiza a sua missão, que consiste primariamente em continuar a missão de Jesus Cristo. O objetivo não é o assistencialismo, mas sim, a evangelização somada a ação. Para quem não conhece existem várias, como: Pastoral da Comunicação, Pastoral da Mulher, Pastoral Carcerária, Pastoral da Saúde, Pastoral Afro-Brasileira, Pastoral de DST/AIDS, Pastoral da Terra e entre outras.

Em meu sangue corre a indignação com as injustiças desse mundo, e por isso, desde cedo meu pai dizia que eu devia ser da política, assim poderia canalizar minha rebeldia. A questão é que minha língua não cabe na boca e nem dentro do “Sistema”, o sincericídio é tanto, que sempre reconheci em mim a falta de vocação para o mundo da politicagem. Não sei fazer média, não sei puxar saco, não sei fingir que não sei.

Para mim quem faz política hoje são as organizações apartidárias, os cidadãos que todos os dias fazem suas pequenas ações transformadoras, os cristãos da Pastoral da Fé e Política que evangelizam e ensinam seus irmãos a votarem conscientes, e entre outras manifestações.  Se você vai a igreja e as urnas só por obrigação baby, meus pêsames!

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Saber Viver!

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Auto estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é… Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para meu crescimento. Hoje chamo isso de…Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo Hoje sei se chama… Amor próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes. Hoje descobri… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de se preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é… Saber viver!!

 

Charles Chaplin

 

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Vitamina C! (Desafio 1)

Até meus 10 anos eu não via o mundo da forma como ele realmente era. Por não ter vizinhos e não poder sair na rua, eu criava meu próprio mundo com papel e canetinhas coloridas, às vezes, usava o kit de massinhas para montar minhas esculturas surrealistas, e outras vezes, as horas eram preenchidas diante da TV. Dancei ballet, mas tive que parar por culpa do pai desempregado. Meus sonhos mudavam constantemente, uma hora queria ser paquita da Xuxa, outra hora, Chiquitita, ou quem sabe, alguma atriz mexicana como da novela “O diário de Daniela”.

Depois dessa idade, meus pais compraram uma chácara, passei a ter vizinhas com quem brincar e compartilhar os sonhos incansáveis, como dos anos em que insistíamos em montar um clubinho para fazer sabe-se lá o que, mas nunca dava certo, pois todo mundo queria mandar. Os anos foram passando, e aos poucos fui descobrindo os meninos, a princípio eram amigos de futebol (sim, eu jogava futebol), depois percebi que a disputa não era pelo gol, mas sim por atenção daquele monte de testosterona escorrendo suor. Mas ai é outra história, pois a adolescência chegou.

Quando criança via a avó materna que fazia pipas coloridas, cheias de franjas. Que costurava cantando, e assobiava cozinhando. As moedinhas de mesada, o dinheirinho enrolado no papel toalha com um doce bilhetinho de “Vovó te ama” (e até hoje felizmente é assim!). Rosquinhas, bolinhos de chuva, pamonha e os doces de goiaba. Via o avô pacato, as vezes fumando, as vezes descascando sua laranja, as vezes sentado na calçada. Sempre olhando os netos meninos, que exploravam a rua, extrapolando cada dia mais o limite imaginário. O avô que descascava a goiaba e tirava os bigatos pra gente não comer. O Avô que até hoje tem seu lugar único e intransferível na mesa, come feijão com farinha e logo depois da refeição, mais uma laranja para evitar o resfriado. Vitamina C!

Via também a madrinha/tia, chamada de Dinha, que sempre mimou a única menina da família, a ponto de conseguir uma afilhada palmeirense em sua homenagem. Madrinha de Batismo, seria de Primeira Eucaristia se pudesse, foi de Crisma, e se Deus quiser, um dia será de Casamento. Da mãe sempre vale a pena lembrar, mas sua importância não cabe em poucas linhas, seu espaço ocupa um capítulo. O pai, por hora prefiro esquecer.

A maior da sala, SEMPRE. Na pré-escola, a boba que deixou a amiga roubar todas as roupas de sua Barbie, e não fez nada. Ensino fundamental, a gordinha de óculos com lentes fundo de garrafa. Desde a segunda série apaixonada por artes e caprichosa nos desenhos. Fiel as amigas que admirava. Auto-estima baixa pelo pretendente que só via as amigas. Nunca tive vergonha da mãe que me buscava todos os dias na escola. Por vezes me sentia “nerd”, pois era a única que adorava apresentar trabalhos pra sala toda.

Passando o olhar por todos esses 22 anos, minhas principais influências positivas foram definitivamente as mulheres da minha vida: Mãe, Avó Materna e Madrinha (irmã da minha mãe). Com o tempo vieram os professores (sem demagogia), e mais a frente, a igreja que junto de minha família me ensinou a ser gente, mostrou que para viver bem é preciso ter altruísmo e força de vontade, fé e esperança, paciência e lealdade, sinceridade e uma boa dose de honestidade.

Mas a vida não é feita de sonhos bons, a influências mais negativas vieram de meu pai, e de supostos amigos que um dia dei valor exacerbado. Vieram das brincadeiras preconceituosas que afetaram minha personalidade, tornando-me mais ansiosa e intolerante. Vieram dos egoístas que me ensinaram que a vida é tudo ou nada, olho por olho e dente por dente, onde os fins justificam os meios. Vieram de tudo aquilo que um dia quis apagar minha luz.

Ao mesmo tempo em que vejo o mundo como um lugar fétido e asqueroso, onde o ser humano é o responsável por toda bagunça e desilusão. Olho pra arte e vejo a salvação de tudo. Vejo que o homem é feito de anjos e demônios, e que com jeitinho esses demônios são dominados, ou melhor, domesticados. Vejo os que têm muito e nada fazem, e ao lado, os que não têm nada e tudo fazem. Vejo um mundo feito de paradoxos. E ainda assim, me permito pensar positivamente.

            Vejo homens e animais carentes de atenção, na mesma proporção.

Olho para o espelho e vejo um ser humano hibrido demais. Alguém em constante transformação, que é bombardeado de informação e se perde no mundo dos sonhos. Vejo alguém forte, que quer brigar, quer lutar, quer conquistar. Quer um lugar ao sol, um cafuné e portas-retratos com fotos dos futuros netos.

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Imperfeição

O dia esta lindo e inspirador, o sol brilha forte, a brisa fresca beija meu rosto enquanto caminho tranquilamente ao redor do lago, uma típica tarde de outono. Meus pensamentos divagam, e coincidentemente quem eu mais queria aparece a minha frente… quando Triiiiiiiiiiim!!! Triiiiiiiiiiiiiiim!!! Triiiiiiiiiiiiiim!!!… o despertador toca, um barulho ensurdecedor invade meu sonho, e acaba com a  minha felicidade. Como não acordar de mau humor?

            Levanto-me rapidamente em meio ao quarto escuro, ainda perdido com o susto, dou alguns passos em direção ao interruptor, mas meu pequeno dedo do pé ainda dormindo resolve estupidamente encarar a madeira da cama…aaaaaaaaaaaaaaaaaaaiii!!! #$@%$¨%… os olhos enchem de lágrimas, e a vontade de xingar a humanidade se torna infinitamente superior ao meu amor por lasanhas.

            Onze horas da manhã, não tenho o que fazer além de ficar olhando meu Facebook a cada 5 minutos para saber se tenho uma nova atualização. Os olhos sempre cansados reclamam, afinal tanta miopia só serve para uma coisa, dores de cabeça! De barriga cheia sigo reclamando, dói aqui, dói ali, não tenho isso, eu queria aquilo. Não levanto a minha bunda da cadeira nem para estender a cama bagunçada atrás de mim. Minha vida é reclamar, sou perfeito, mas só eu não sei disso. Meu passatempo favorito é viver insatisfeito.

            Treze horas. Minha mãe resolve dar uma de boa samaritana mais uma vez, hoje é dia de levar sua jovem amiga ao médico. Distante e alheio aos problemas que não são colocados em minhas redes sociais, não tenho ideia do que se passa ao meu redor. Passos lentos, voz firme e vibrante, ela caminha em direção ao nosso carro. Mas onde estão aqueles lindos cabelos negros que vi da ultima vez? Seu corpo frágil é mais ágil que o meu ao se sentar.

            Com apenas 25 anos sua juventude se tornou limitada, um câncer tomou conta de sua coluna vertebral, e mal podia se sentar. Quimioterapia, radioterapia, remédios fortes e sua Fé em Deus são partes do tratamento. O sorriso não sai do rosto, não gosta de reclamar, mas as dores estão chegando a beira do insuportável. Seus amigos se preocupam e choram a dor da amiga escondidos, a família tenta ser forte.

            Fico em meu destino, e minha mãe segue para levá-la a mais uma sessão de duas horas de tratamento. Ali parado, na mesma posição em que desci do carro e me despedi, um filme passou por minha cabeça… uma única pergunta martelava minha mente… porque sou tão insatisfeito?

P.S: Este texto é parte de alguns de meus devaneios, histórias que se misturam em minha cabeça e gritam exigindo liberdade.

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Sentidos

Num mundo dialógico, minha mente se vê inquieta, e louca para interagir com o texto do amigo Bor Zanon, que divaga sobre cheiros e momentos especiais. Passei a refletir… Qual a importância que os cinco sentidos têm sobre o ato de recordar?

As escolas às vezes parecem ignorar, mas é certo que cada ser humano tem uma forma diferente de aprender (e aprender nada mais é do que recordar). Em meu caso, por exemplo, aprendo (e recordo) com facilidade através da memória visual, e dificilmente, processo as mensagens que me são passadas pela audição. Sinceramente não tenho a menor ideia de como isso acontece, afinal, segundo o exame meus ouvidos trabalham perfeitamente, mas já meus olhos… esses sim carregam altos graus de miopia e astigmatismo. Voltando aos cinco sentidos e as lembranças, entrei em uma viagem com destino a experiências passadas…

Janeiro de 2011. É verão, e o tempo esta úmido de tanta chuva. Cheiro de terra molhada. O vento fresco beija meu rosto, e a pele arrepia. Na boca o aroma do figo, matéria prima dos doces da infância. Ouço o som dos pássaros, espécies diferentes que não reconheço. As folhas assoviam na melodia dos grilos e cigarras. Vejo árvores e mais árvores. Um “Bom Dia” a Thais. E passos largos até o antigo casarão, atual sede da Associação Mata Ciliar.

Maio de 2011. Outono, quase inverno. O cheiro enjoativo do café torrado invade a sala. Raios de sol aquecem a pele, me obrigando a tirar o sweater. Pela manhã pão de queijo com coca-cola para curar a ressaca, e yogurt com granola no café da tarde (um quase jantar). Olhos cansados, fim de expediente na agência P Comunicação. E um feliz “Até amanhã” ao gentil Matheus.

Outubro de 2011. Primavera. Manhã gelada. Ouço o barulho do metrô que se aproxima. As ruas cheiram a urina. Na saída da estação, os mendigos adormecidos não se incomodam com os ruídos inquietantes da cidade que não dorme. Pão de queijo no café da manhã, mas dessa vez acompanhado do chocolate quentinho da máquina de expresso. Risadas por vezes sarcásticas do Adriano, sincero e sem paciência, cara de bad boy para esconder o coração imenso. Tudo é diferente e importante, a sede de conhecimento impede meus olhos de ver a maldade, violência e poluição que cobrem o coração do Brasil. São Paulo. Secretaria de Segurança deixou saudades.

Janeiro de 2012. Novamente verão. Mais cheiro de chuva. Mais desastres ecológicos. É a natureza dizendo “porra, me respeite!”. Desta vez é a buzina que soa freneticamente no lugar dos pássaros. O motor ensurdecedor do ônibus interfere o fluxo de pensamentos. Os pingos d’água, gelados, caem sobre os ombros nus. Na redação, os vizinhos ouvem um funk nojento, com letras machistas. Karol chega com o doce perfume Channel. Os dedos lentos não digitam no ritmo dos meus pensamentos (jamais conseguiriam). Mentos, Trident, uvas, bananas, goiaba branca e coca-cola são partes do cardápio. E meus olhos…haaa meus olhos!! Eles brilham ao ver a matéria que custou a sair, linda diagramada e publicada no Jornal da Cidade de Jundiaí.

Enquanto isso, família, amigos e amores preenchem as lacunas das poucas horas de prazer e descanso. Antigos amores, amores platônicos, amores impossíveis e futuros amores. Cada um com seu gosto, cheiro, imagem, textura, suspiro e boas lembranças. Atualmente perdidos e distantes, me vejo obrigada a rendição ao sexto sentido, para com ele os outros reencontrar. Lembranças (Ó doces lembranças!),  que os sentidos ajudam a guardar!

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Uma ótima descrição!

A mulher de Sagitário AMA a liberdade e é totalmente INDEPENDENTE, encarando a vida com muita garra. Alegre e cativante, uma mulher que dificilmente passa despercebida. Gosta de homens fortes e que SABEM O QUE QUEREM. Não suporta ciúmes e POSSESSIVIDADE. Normalmente são exuberantes, com uma beleza que chama a atenção. Mulheres de Sagitário são envolventes e possuem seus PRÓPRIOS encantos. Claro que ela cativa pela sua SIMPATIA, e isto ela tem de sobra. Essa liberdade e extroversão da sagitariana costuma ASSUSTAR alguns homens ACOSTUMADOS com o modelo de mulher meiga e doce. Elas também são, mas preferem ficar por aí, preservando sua independência. É ÓTIMO se relacionar com essas sagitarianas, que podem ser MUITAS mulheres ao MESMO TEMPO: doces e suaves, inteligentes e cultas, românticas e fogosas. São de Sagitário, e você NUNCA terá uma “AMÉLIA” ao seu lado.”
Ela talvez seja um pouco FRANCA DEMAIS porque vê o mundo tal como ele é.
NÃO GOSTA de mentiras, e dificilmente alguma mulher Sagitário costuma mentir – a menos que tenha um ascendente em Capricórnio, esta mulher dificilmente conseguirá convencer as pessoas quando estiver a contar uma mentira. E a gente tem que admitir que isso é uma ótima qualidade, não é?
As sagitarianas são muito independentes, e ambos os sexos mantêm uma certa DISTÂNCIA aos laços familiares. Quando quiser que ela faça algo, PEÇA-LHE: não tente MANDAR nela. A técnica dos homens das cavernas NÃO funciona com esta mulher. Ela não nasceu para ser mandada, odeia ter que receber ordens e ABOMINA todos os homens que tentam aprisioná-la. Ela gosta de ser PROTEGIDA, mas não gosta de ser mandada. Se nem mesmo o seu PAI consegue dominá-la, não vai ser QUALQUER UM que vai achar que pode dar-lhe ordens!
A sagitariana não é de abrir mão da própria personalidade e da independência por homem ALGUM. Deve ser por isso que – logo a seguir às mulheres do signo Aquário – representam o maior número de mulheres divorciadas!
Quanto mais nervosa fica, mais SARCÁSTICA e CÍNICA se torna. A sagitariana pode mandá-lo para o INFERNO com um grande SORRISO nos lábios e ainda ridicularizá-lo na frente de todos, como se estivesse a divertir-se. Ela tem essa capacidade de torná-lo o BOBO DA CORTE, e ainda sair por CIMA como se nem tivesse sentido a força de suas ofensas.
Mas nem sempre ela será tão “amável” quando estiver realmente irritada… Enfrentar a raiva desta mulher não é pêra doce, ACREDITE…
Como todo sagitariano (homem ou mulher), ela não é de fazer escândalos, mas se resolver fazê-lo é melhor ESCONDER-SE até a tempestade passar.
Afinal, não é prudente brigar com um signo que é metade gente, metade cavalo, e a metade humana ainda está armada!
FELIZ daquele que tem a SORTE de ter uma mulher deste signo como AMIGA. Ela alegrará as suas FESTAS, será a sua MELHOR confidente e SEMPRE estará ao seu lado quando todos os seus amigos tiverem abandonado o barco. Ela é tão generosa, paciente e atenciosa com todos os amigos, que seu telefone dificilmente fica muito tempo sem tocar. Se repararem bem, a maioria das sagitarianas recebem sempre telefonemas de amigos que nunca conseguem esquecê-las, mesmo que estejam distantes.
Ela é uma das poucas mulheres que costumam ter amigos de infância. Sim, eu disse amigos. Os mesmos que brincavam com ela na RUA e que um dia PERCEBERAM que aquela menina “maria-rapaz” se tornou uma linda mulher.
Tentem reparar numa sagitariana a ANDAR. Vejam como a maioria costuma andar com o nariz EMPINADO, parecendo um cavalo puro-sangue. Vejam como ela é uma mulher elegante e confiante, MESMO quando tropeça e derruba tudo pelo caminho! Sim, a coisa mais DIFÍCIL de encontrar é uma sagitariana que não seja um pouco DESAJEITADA.
Também costuma ter uma atitude um tanto DISPLICENTE em relação a envolvimentos amorosos, o que pode levar algumas pessoas a achar que éuma mulher fria e insensível. Puro ENGANO! Ela emociona-se ao assistir a um filme TRISTE e sonha consigo durante as noites em que estiver sozinha, mesmo que nunca confesse isso.
É possível que ela tenha guardado TODOS os bilhetes de amor que lhe escreveu, restos de flores que enviou e a primeira entrada do cinema a que foram juntos.
Mas não espere ver este seu tesouro tão cedo! A sagitariana NÃO GOSTA de revelar seus segredos de amor. Deixá-lo ver esses segredos é assumir que está apaixonada. E ela ODEIA sentir-se FRAGILIZADA!
Quando o romance acaba, por DENTRO ela pode estar triste, mas responderá com TANTA inteligência e habilidade às perguntas dos amigos, que todos pensarão que tudo não passou de um simples namoro de Verão. Mal sabem como ela pode estar ARRASADA por dentro.
A idade realmente não importa quando o assunto é a sagitariana. Elas permanecem jovens mesmo quando envelhecem.
ADORAM ser tratadas como meninas traquinas que não param num canto, sempre prontas a CORRER na rua com os rapazes! E, é essa alegria de viver e esse eterno otimismo que ENFEITIÇAM os homens de bom gosto! Nenhuma mulher pode ser tão apaixonada pela vida quanto a sagitariana, e TRANSMITIR esse amor por todos os cantos por onde passa.
Estar ao seu lado é viver o bom humor e acreditar no futuro. Não importa que ela tenha milhões de amigos que ocupam grande parte do seu tempo, nem que passe o tempo TODO a planear viagens ou sonhos que ainda QUER realizar.
Amar uma mulher de Sagitário é RECOMPENSADOR e NUNCA é monótono. Não importa que ela não tenha aprendido a dizer o quanto ama – para ela, isso é difícil.
Quem já teve a felicidade de estar apaixonado por sagitarianas sabe que a MELHOR maneira que elas têm para demonstrar o que sentem é pela AÇÃO.
Nenhuma mulher beija TÃO bem ou irradia TANTA vida e alegria quanto uma nativa deste signo que, após passar VÁRIAS noites em CLARO, chega à conclusão que sente muito MAIS do que amizade por alguém! E, quando as setas do arqueiro penetram em nossos corações, NÃO HÁ magia no mundo que possa nos livrar do poder do AMOR de uma sagitariana!

Vanessa – httpvlela.wordpress.com20080718a-mulher-sagitariana

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