Vidas Secas e um ‘mundo coberto de penas’

Adaptação da Cia. Realce traz a Jundiaí o clássico de 74 anos, que ainda é reflexo da realidade brasileira

O sudeste do país passou a semana com comemorações decorrentes do Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia da Ecologia (5 de junho), fazendo debates, distribuindo mudas de plantas, conscientizando e mobilizando a população. Enquanto isso em Manaus, norte do Brasil, o Rio Negro está quase 30 centímetros acima do nível normal, o alagamento tem prejudicado várias famílias que moram as margens dos igarapés, as obrigando a mudar de endereço por alguns meses.

Migração semelhante acontece no nordeste, com a falta de água que obriga seu povo a peregrinar em busca de melhores condições de vida. Passado 74 anos da publicação do romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, a história de Fabiano, Sinhá Vitória e Baleia, ainda é atual. O Sertão Nordestino vive hoje uma de suas piores secas, onde 943 municípios brasileiros já estão em estado de emergência.

Devido sua importância histórica, Vidas Secas é um dos clássicos nacionais que é leitura obrigatória para a realização dos vestibulares da FUVEST e Unicamp. E para ajudar os estudantes aflitos, a Cia. Realce apresenta a adaptação desta obra que retrata a vida das famílias retirantes do Sertão Brasileiro, na próxima quinta-feira (14), às 18h30 e 20h30, no Teatro Polytheama.

A peça é de iniciativa do Projeto Escola, que desde 2000 tem o objetivo de popularizar o teatro, usando como instrumento de educação e cultura. O intuito não é substituir a leitura dos livros indicados, mas sim, auxiliar os alunos na sua compreensão, materializando no palco o que é encontrado nas grandes obras literárias.

“O Mundo Coberto de Penas”
“Vidas Secas” trata o drama da seca nordestina por uma visão peculiar de Graciliano Ramos, capaz de mostrar sob certo aspecto, as desigualdades sociais e o abuso de poder. Fabiano é o personagem central, o pai de família que migra com a mulher – Sinhá Vitória, mais os dois filhos famintos e a cadela de estimação, de nome Baleia, que tem a importância dos familiares na trama. Entre os muitos valores atribuídos a esta importante obra literária de Graciliano Ramos está o registro dos sonhos das personagens principais, em relação à mudança de vida no tocante a muitas injustiças sociais. Na montagem da Cia. Realce, a novidade é a presença da personagem da cachorra Baleia, vivido por uma atriz através de muito trabalho de expressão corporal.

Serviços:
Autor: Graciliano Ramos
Adaptação: Augusto Valente
Direção: Maithê Alves
Elenco: Augusto Valente, Lia Campos, Vanessa Macedo, Rogério Oliveira, Alex Moreira e Diego Martins.
Produção: Iraci Batista e Marco Bueno
Censura: Livre
Local: Teatro Polytheama
Data: 14 de Junho
Horários: 18h30 e 20h30
Ingressos: Inteira: R$ 30,00/ Meia entrada: R$ 15,00 / Pacote para escolas: R$ 12,00
Informações e reservas: (011) 8020-1054 [Oi] – (011) 9868-1371 [Vivo] – (011) 8603-7262 [Tim] – (011) 4496-3894 [Itupeva]- (011) 4586-2472 [Teatro Polytheama] – email: artpromo.jundiai@gmail.com

Obs.: Texto publicado no caderno Sirva-se, do JC, em 08.06.2012

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