Erros de concordância “eleitoral”

“O público compra opiniões do mesmo modo que compra a carne ou o leite, partindo do princípio de que custa menos fazer isso do que manter uma vaca. É verdade, mas é mais provável que o leite seja aguado.” Novelista e satirista britânico, Samuel Butler influenciou sua época com críticas ferinas. E quando se pensa em crítica cultural em Jundiaí, é preciso ter cautela. Primeiro por culpa da falta de políticas públicas que incentive a participação dos 374.962 jundiaienses, segundo porque crítica, mesmo sendo construtiva, mexe com uma fogueira de vaidades. Mas isso é mera reflexão de uma jornalista cultural em começo de carreira…

Passado uma semana do 1º encontro do Coletivo #CulturaJundiaí, que marcou o princípio da união entre artistas e amantes de artes no geral, agora, inicia-se a luta por Políticas Públicas Culturais que beneficiem toda a cidade. Sob a fala inspiradora do jovem Luis Otávio Ribeiro, da primeira plataforma de financiamento colaborativo de projetos criativos do Brasil, o Catar-se, os participantes saíram com a missão de buscar novas ideias que melhorem o cenário atual, e ainda, levar amigos envolvidos (e apaixonados) para a consolidação do Coletivo #CulturaJundiaí. Em ano de eleição municipal, é preciso ficar atento para que a cultura não se torne parte de um discurso vazio, que atrai a opinião pública com promessas superficiais.

Recordo-me brevemente das respostas (vergonhosas) que alguns candidatos a deputado deram ao jornal Ficha Pública, nas eleições de 2010, quando o assunto foi: “O que você já fez pela cultura?”… Ao invés de rasgar o verbo com minhas opiniões, prefiro questioná-los para que reflitam e me respondam… Criar feriado municipal é cultural? Comemoração do Dia do Trabalhador no sindicato dos metalúrgicos é cultura? Só ser um “incentivador da cultura” é suficiente para que ela se mantenha viva e alcance a todos? Dar meia entrada a idosos em espetáculos culturais, garante a presença deles? Ser diretor do Clube Jundiaiense, Sindicato do Metalúrgico, ou colaborador do Fumas é ter feito algo (significativo) pela cultura jundiaiense? Estacionamento gratuito em frente às bibliotecas é cultura???

É por essas e outras que os artistas e amantes das artes, se vêem cansados de tanta inércia por parte do poder público, e “obrigados” a ter uma nova função na sociedade, a de “Fiscais da Cultura”. Foi pensando nessa nova tarefa, que no último sábado (02), aconteceu o 2ª Sacode! #CulturaJundiaí, um encontro que inspirou as primeiras propostas de ações a serem implantadas na cidade, como o “Programa Municipal de Fomento ao Teatro em Jundiaí”, a criação de um “Atelier Público”, o problema de “Falta de clareza no organograma da Secretária de Cultura”, e outras mais que podem ser conferidas no site do Cidade Democrática. Quem quiser publicar suas ideias, pode conferir as instruções em “Como criar propostas para a #CulturaJundiaí”. É esse o momento de cobrar, questionar, e exigir mudanças!

CIDADONOS ELEIÇÕES!

AGORA VOCÊ DIZ O QUE QUER PARA JUNDIAÍ!

 

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