Gibi Jundiaí ficou para história

Depois de oito anos na cidade, loja de quadrinhos vai deixar saudades

“Quem lê tem mais cultura e, conseqüentemente, mais poder de comunicação: fala e escreve melhor…” É essa mensagem que a Gibi Jundiaí vai deixar, além da saudade, em seu cartão de visitas. Depois de quase oito anos na cidade, a única loja de histórias em quadrinhos (HQs) da região fecha suas portas, para tristeza dos fãs e artistas jundiaienses.

Seja amante de HQ, ou não, todos contam sobre seu primeiro contato com um gibi em tom de nostalgia, relembrando clássicos da Disney, ou as histórias de Maurício de Souza, com a Turma da Mônica. “Comecei a ler Turma da Mônica, por volta dos oito anos, por influência de meus pais que sempre me davam gibis. Mas foi graças ao meu tio que conheci os heróis, e acabei me focando nisso” diz Laercio Filho, 37, fã de Superman, e vendedor desde a antiga direção, quando a Gibi Jundiaí era conhecida como “Loja do Gibi”.
Segundo Laercio, as crianças normalmente gostam desse tipo de leitura, mas os maiores freqüentadores são os clientes de 16 á 30 anos. Com o fim da loja, os fãs terão que garimpar nas bancas, ou comprar pela internet, o que muitas vezes é desvantagem pela limitação de exemplares, ou o valor do frete.
Com a ajuda do mercado cinematográfico, longas como “Lanterna Verde”, “Thor”, “Quarteto Fantástico”, “Superman” ou “Homem Aranha”, recolocaram os quadrinhos em lugar de destaque, mas ainda sim, não foi suficiente para popularizá-los e evitar o fechamento de lojas como a Gibi Jundiaí. Fãs de HQs ficam curiosos para ver seus personagens em “carne e osso”, mas quem só conhece os heróis através dos filmes, nem sempre se interessa pelas revistas.

Arte Jundiaiense
Enquanto pelo Brasil vem acontecendo eventos como “Bistecão Ilustrado” de São Paulo, o “Rabiscão” de Brasilia e o “Feijão Ilustrado” do Rio, os artistas da região não quiseram ficar de fora e decidiram se organizar para fortalecer o cenário das artes visuais. Foi assim que nasceu o “Ilustra-Parque”, por iniciativa do artista Ede Galileu Silva, junto a Secretaria de Cultura de Jundiaí, ilustradores (profissionais ou amadores) vão se reunir todo primeiro domingo do mês no Parque da Cidade, no intuito de trocar experiências, experimentar novas técnicas e rabiscar bastante.

P.S.: Matéria escrita para o caderno Sirva-se, do Jornal da Cidade (20/01).

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1 Comentário

Filed under Sirva-se (JC)

One response to “Gibi Jundiaí ficou para história

  1. Augusto

    Uma pena mesmo. Será que em Jundiaí e região tem outra? Ou só em campinas ou São Paulo? valeu!

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