Arteiragem – Part I

Passos ligeiros cheios de jingado, quando a “Véia do Bambu” ou o Lampião entram em cena, o público fica vidrado. Não é difícil ver rostos perplexos tentando adivinhar de onde vêm tantas histórias e a habilidosa expressão corporal do artista brincante, que ali apresenta Pernambuco em Quatro atos.

Quem não conhece a vida de Claudio Alencar, mais conhecido em Jundiaí como Claudio Albuquerque, fica a supor que tal peça nasceu de estudos acadêmicos, baseados em livros de autores consagrados ou grandes pesquisadores do Nordeste brasileiro. Mas ledo engano de quem achar que é só isso.

Nascido em 13 de julho de 1977, no bairro do Limão em São Paulo, Claudio Pereira de Albuquerque é filho de Valdeci Henrique Albuquerque e Luzinete Pereira de Souza. Primos que saíram da Paraíba e acabaram se encontrando na capital paulista.

Quando o garoto tinha apenas sete anos, por culpa da profissão de seu pai como comerciante de figurinha, sua família saiu de São Paulo e se mudou para a cidade de Campina Grande na Paraíba. Depois de um ano seguiram para Recife/PE, local onde o pequeno arteiro passou toda a adolescência e o começo da juventude. Mas foi no quarto ano da faculdade de engenharia mecânica que seus pais mais uma vez tiveram de partir para outra cidade, Claudio sabia que não daria certo morar sozinho, e assim, depois de treze anos em Recife se mudaram para Salvador/BA.

A arte como profissão

Em Recife, Claudio conviveu com o Maracatu e o Cavalo Marinho, mas nunca os vira como expressões artísticas. Por vezes sentiu vergonha do avô Ananias Alencar, comerciante de doces que saía vestido de palhaço nos carnavais paraibano. A arte chegou à sua vida como uma brincadeira, os folguedos eram apenas momentos de diversão onde podia encontrar os amigos, fazer um “Auê” e ir atrás das meninas.

Mas foi durante os oito anos em que viveu em Salvador que seu amor pelas artes começou a tomar uma dimensão real e palpável. Através do curso de teatro oferecido pela Secretaria de Cultura, Claudio passou a desenvolver suas habilidades como ator. Segundo ele o teatro talvez tenha sido sua única opção, por se tratar de uma arte barata. No fundo, sua paixão sempre foi à poesia, o cinema e as artes plásticas.

Ao voltar para as terras paulistas, em São Bernardo do Campo conseguiu o registro como ator, passando a se chamar Claudio Alencar em homenagem ao avô Nemias Alencar. Nome este que infelizmente, por questões burocráticas, não pode manter quando passou a desenvolver seus projetos com cultura popular na cidade de Jundiaí.

Continua…

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Filed under O Arteiro Jundiaiense

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