Moviecomarte – “As neves de Kilimanjaro”

Para ajudar na divulgação do Moviecomarte, importante iniciativa cultural da cidade, segue sinopse do filme “As neves de Kilimanjaro ” que vai rolar nesse fim de semana!

“As neves de Kilimanjaro ” 

Dirigido pelo cineasta francês Robert Guédiguian, “As Neves de Kilimanjaro”, é um drama comovente que fala sobre sindicato, família, amizades e traição. O filme chega a emocionar a partir do momento que você se conecta com a história, fato que pode ocorrer em vários momentos. Os obstáculos que surgem nas vidas dos protagonistas acabam sendo grandes testes para ver como é forte essa relação entre esposa e marido.
Na trama, conhecemos Michel (Jean-Pierre Darroussin, que dá um show em cena) logo quando ele perde o emprego, por meio a um sorteio indigesto. Mesmo com essa nova pulga atrás da orelha continua levando uma vida feliz com Marie-Claire (Ariane Ascaride, maravilhosa atriz) sua simpática e trabalhadora esposa. Ambos adoram reunir a família (filhos, genros, netos, amigos) para qualquer tipo de festividade, contagiando muitos ao seu redor. Como em todo filme de drama, ocorre uma situação constrangedora envolvendo Michel e Marie-Claire, fruto de inveja e má intenção de um rosto conhecido do casal, levando os mesmos a uma luta para decidir o que é certo fazer.
Um filme interessante no quesito família. Vemos a todo momento uma união bem forte entre o casal. Ambos enfrentam dificuldades desde sempre (a esposa chegou a desistir do sonho de ser enfermeira) e a situação só piora com o desemprego surpresa da parte masculina dessa história. Mesmo assim, eles não desistem e o espectador acaba se identificando com essa dupla torcendo para que eles consigam superar mais um obstáculo que chega em forma de traição, da confiança de um terceiro elemento que os conhece.
É o tipo de fita que gera algumas reflexões já em seu desfecho. Será que tomaríamos as mesmas decisões que o casal? Até onde temos que ir para superar um fato lamentável de nossas vidas? Bem, a única certeza disso tudo é que você precisa ir correndo ao cinema conferir esse ótimo trabalho!

SERVIÇO : Sábado e domingo : 11horas, terça-feira : 21h30.

*Texto recebido pela assessoria do Moviecomarte.

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Moviecomarte – “O Artista”

Para ajudar na divulgação do Moviecomarte, importante iniciativa cultural da cidade, segue sinopse do filme “O Artista” que vai rolar nesse fim de semana!

O ARTISTA


Parece até piada fazer um filme em preto e branco e mudo em plena evolução tecnológica e exaustiva utilização das três dimensões. Parece piada, mas não é. O Arista surgiu  como o grande favorito a ganhar o prêmio do Oscar, ficou cokm 05 estatuetas, incluindo a de MELHOR FILME, e  arrebatou  conquistas na temporada de premiações. O longa foi eleito o Melhor filme de Comédia ou Musical do Globo de Ouro 2012, O Melhor filme do Critics Choice Awards 2012 e o Melhor Filme do Producers Guild Awards 2012, isso tudo sem falar nos diversos prêmios técnicos que ele vem obtendo. O alvoroço ao seu redor começou quando, merecidamente, Jean Dujardin ganhou o título de melhor ator do Festival de Cannes.
A trama é a história de vida de George Valentin, o interprete número um de Hollywood no tempo do cinema mudo. Seu sucesso era inegável e seu carisma garantia sessões lotadas. Certo dia, ele se esbarrou acidentalmente com um fã incondicional e com ela termina sendo capa do jornal. Ela, Peppy Miller, estava tentando começar uma carreira e com a ajuda dele consegue um primeiro trabalho. O mundo começou a mudar e com o avanço tenológico, os filmes passariam a ter reprodução de vozes, o que para George era um absurdo e novidade pela qual ele recusou adaptar-se. Seu sucesso vai se esvaindo e sua alegria de viver se perde com ele. Peppy por sua vez, teve, com essa mudança a grande chance de sua vida, mas nunca ela deixaria de ser grata ao homem que lhe ajudou e por quem ela sempre teve uma paixão.
O longa é uma grande homenagem ao cinema e circula sobre referências a filmes como Cantando Na Chuva e Cidadão Kane. Michel Hazanavicius se mostra um grande conhecedor da era de ouro do cinema e nos entrega uma direção majestosa. Ele sabe exatamente o que fazer para nos entreter e consegue claramente passear entre diversos gêneros, sendo cômico, triste e aventureiro no tempo certo. A metalinguagem é usada com maestria e dizer que tiveram toda cautela com os aspectos técnicos é pouco. Está tudo ali! Aos seus olhos e nada precisa ser dito para que o sentimento recebido seja o mesmo. A fotografia do filme é esplêndida e ambientação é feita nos mínimos detalhes. A direção de arte é demais e trabalha em sintonia com o figuro. Até momentos que não são de filmes mudo fazem parte do longa, mas estes são aplicados com maestria e em situações chave.
A trilha sonora merece um parágrafo a parte. Ludovic Bource acaba de ganhar o Globo de Ouro de melhor trilha sonora do ano, superando o ídolo John Williams, com muito merecimento. Um filme mudo precisa de muita música para preencher os espaços não falados. É até interessante relembrar o tempo em que ir ao cinema era coisa de gente fina, que utilizava seus ternos e gravatas. Na frente da telona ficava uma banda que ia ritmar os acontecimentos e serve também como mais um momento nostálgico. Até fugi um pouco do tema , mas queria deixar retratado que a trilha é perfeita e ponto chave para sucesso do trabalho geral.
O elenco também está muito afinado. A dupla de protagonistas, formada por Jean Dujardin e Bérénice Bejo, consegue cativar o público já em sua primeira aparição. A dança e os semblantes são realmente animadores e conseguem arrancar sorrisos de quem assiste. O cachorrinho do personagem principal é uma graça e dei muitas gargalhadas com ele. Parece que foi feito por computação gráfica de tão inteligente, mas o bichinho tomou conta do tapete vermelho no Globo de Ouro e mostrou que é um astro mesmo. O elenco de apoio tem muita gente conhecida: John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller e Missi Pyle enriquecem ainda mais a produção.
Em suma, estamos diante de um grande trabalho, que merece todos os elogios que está recebendo. Os críticos, ele já conquistou, mas o grande público precisa abrir mão de muitos preconceitos para lhe dar a oportunidade que merece.  É um filme que em sua excentricidade, vira contagiante. Diferente de tudo que andamos vendo recentemente.

SERVIÇO : Sábado (28/04) e Domingo (29/04) – 11horas – Terça-feira (1/05) – 21h30

*Texto recebido pela assessoria do Moviecomarte.

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Vitamina C! (Desafio 1)

Até meus 10 anos eu não via o mundo da forma como ele realmente era. Por não ter vizinhos e não poder sair na rua, eu criava meu próprio mundo com papel e canetinhas coloridas, às vezes, usava o kit de massinhas para montar minhas esculturas surrealistas, e outras vezes, as horas eram preenchidas diante da TV. Dancei ballet, mas tive que parar por culpa do pai desempregado. Meus sonhos mudavam constantemente, uma hora queria ser paquita da Xuxa, outra hora, Chiquitita, ou quem sabe, alguma atriz mexicana como da novela “O diário de Daniela”.

Depois dessa idade, meus pais compraram uma chácara, passei a ter vizinhas com quem brincar e compartilhar os sonhos incansáveis, como dos anos em que insistíamos em montar um clubinho para fazer sabe-se lá o que, mas nunca dava certo, pois todo mundo queria mandar. Os anos foram passando, e aos poucos fui descobrindo os meninos, a princípio eram amigos de futebol (sim, eu jogava futebol), depois percebi que a disputa não era pelo gol, mas sim por atenção daquele monte de testosterona escorrendo suor. Mas ai é outra história, pois a adolescência chegou.

Quando criança via a avó materna que fazia pipas coloridas, cheias de franjas. Que costurava cantando, e assobiava cozinhando. As moedinhas de mesada, o dinheirinho enrolado no papel toalha com um doce bilhetinho de “Vovó te ama” (e até hoje felizmente é assim!). Rosquinhas, bolinhos de chuva, pamonha e os doces de goiaba. Via o avô pacato, as vezes fumando, as vezes descascando sua laranja, as vezes sentado na calçada. Sempre olhando os netos meninos, que exploravam a rua, extrapolando cada dia mais o limite imaginário. O avô que descascava a goiaba e tirava os bigatos pra gente não comer. O Avô que até hoje tem seu lugar único e intransferível na mesa, come feijão com farinha e logo depois da refeição, mais uma laranja para evitar o resfriado. Vitamina C!

Via também a madrinha/tia, chamada de Dinha, que sempre mimou a única menina da família, a ponto de conseguir uma afilhada palmeirense em sua homenagem. Madrinha de Batismo, seria de Primeira Eucaristia se pudesse, foi de Crisma, e se Deus quiser, um dia será de Casamento. Da mãe sempre vale a pena lembrar, mas sua importância não cabe em poucas linhas, seu espaço ocupa um capítulo. O pai, por hora prefiro esquecer.

A maior da sala, SEMPRE. Na pré-escola, a boba que deixou a amiga roubar todas as roupas de sua Barbie, e não fez nada. Ensino fundamental, a gordinha de óculos com lentes fundo de garrafa. Desde a segunda série apaixonada por artes e caprichosa nos desenhos. Fiel as amigas que admirava. Auto-estima baixa pelo pretendente que só via as amigas. Nunca tive vergonha da mãe que me buscava todos os dias na escola. Por vezes me sentia “nerd”, pois era a única que adorava apresentar trabalhos pra sala toda.

Passando o olhar por todos esses 22 anos, minhas principais influências positivas foram definitivamente as mulheres da minha vida: Mãe, Avó Materna e Madrinha (irmã da minha mãe). Com o tempo vieram os professores (sem demagogia), e mais a frente, a igreja que junto de minha família me ensinou a ser gente, mostrou que para viver bem é preciso ter altruísmo e força de vontade, fé e esperança, paciência e lealdade, sinceridade e uma boa dose de honestidade.

Mas a vida não é feita de sonhos bons, a influências mais negativas vieram de meu pai, e de supostos amigos que um dia dei valor exacerbado. Vieram das brincadeiras preconceituosas que afetaram minha personalidade, tornando-me mais ansiosa e intolerante. Vieram dos egoístas que me ensinaram que a vida é tudo ou nada, olho por olho e dente por dente, onde os fins justificam os meios. Vieram de tudo aquilo que um dia quis apagar minha luz.

Ao mesmo tempo em que vejo o mundo como um lugar fétido e asqueroso, onde o ser humano é o responsável por toda bagunça e desilusão. Olho pra arte e vejo a salvação de tudo. Vejo que o homem é feito de anjos e demônios, e que com jeitinho esses demônios são dominados, ou melhor, domesticados. Vejo os que têm muito e nada fazem, e ao lado, os que não têm nada e tudo fazem. Vejo um mundo feito de paradoxos. E ainda assim, me permito pensar positivamente.

            Vejo homens e animais carentes de atenção, na mesma proporção.

Olho para o espelho e vejo um ser humano hibrido demais. Alguém em constante transformação, que é bombardeado de informação e se perde no mundo dos sonhos. Vejo alguém forte, que quer brigar, quer lutar, quer conquistar. Quer um lugar ao sol, um cafuné e portas-retratos com fotos dos futuros netos.

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O olho da Rua – Eliane Brum

Nesse dia 23 de abril, Dia do Livro, vai minha dica aos amantes do bom e velho jornalismo literário!

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Já no prefácio de Caco Barcellos, é possível prever a qualidade e importância dos textos de Eliane Brum.  A jornalista mostra a essência da profissão, “Se um dia eu voltar a mesma de uma viagem para o Amapá ou para a periferia de São Paulo, abandono a profissão”, e é bem assim que a “coisa” funciona, cada pauta, cada história, cada experiência vivida na profissão de jornalista, é capaz de envolver e mostrar o mundo de perspectivas jamais imaginadas, isso mostra que o repórter não deve apenas saber fazer um bom texto, mas sim também, estar sempre aberto a mudanças e transformações interiores.

É fantástica a sua entrega em cada reportagem, ela sai de sua confortável posição de mera espectadora, para viver e sentir cada detalhe daquilo que vai escrever, gerando assim um relacionamento de confiança entre quem fala e quem escuta. Despe-se de seus conceitos e pontos de vista, nega suas verdades e “atravessa a rua de si mesmo para olhar a realidade do lado de sua visão de mundo”.

Seu texto reflete perfeitamente esse envolvimento, e como disse Barcellos, a entrevista via e-mail, telefone, ou qualquer outro meio tecnológico, além de excluir a população que não tem acesso, também tira do repórter aquilo que lhe é mais valioso, o contato olho no olho, o ouvir de perto, o sentir as emoções que o entrevistado passa quando conta sua história, e todas as informações sensoriais que são muito valiosas para a construção de uma reportagem. As palavras e expressões que Eliane escolhe para compor seus textos são sempre muito bem construídas e pensadas, escancaram a sensibilidade e o dom literário, onde cada linha soa como poesia. A jornalista prova que é necessário “pensar fora da caixa” ao enriquecer suas tramas com citações literárias, pensamentos filosóficos, lições de vida, detalhes importantes (aparentemente banais), contextos históricos, e assim vai tecendo sua colcha de retalhos.

Vejo que o abster-se de si mesmo e ir para o mundo, é como se livrar de um tipo de escravidão (a ditadura de que você precisa ser sempre o mesmo e fazer tudo sempre igual) e se permitir a reinvenção. É como estar nu para vestir as roupas do personagem, sentir na pele suas dores e alegrias. Sair da superficialidade e do comodismo. Duvidas sempre, e ter em mente que a realidade não é feita só de palavras, mas sim de “texturas, cheiros, nuances e silêncios”, deveria ser a nossa principal preocupação como repórteres.

O livro se torna ainda mais rico quando ao fim de cada reportagem, Eliane coloca seu depoimento a respeito das situações que viveu para chegar a aquele resultado. Com ele, percebemos que a tarefa não é fácil, a reportagem não nasce pronta, não é perfeita como imaginamos, e muito menos inofensiva. A reportagem tem vida própria, e quando mal construída, pode destruir o repórter como no caso de “A casa de velhos”, onde Eliane conta que foi a melhor, e pior, reportagem realizada em toda sua vida.

Eliane expõe seus erros e lições aprendidas sem cerimônia, conta da importância de ouvir mais do que falar, ter paciência, sufocar a ansiedade e esperar o “parto da reportagem, pois cada uma tem seu tempo para nascer, respeitar e prestar a atenção a cada gesto, ênfase, trejeitos, linguagem e expressões utilizadas pelos entrevistados, passando tudo para o papel. Importante não esquecer também de citar detalhes do mundo do entrevistado, como o lugar onde vive e todo o contexto em que esta inserido, tomando cuidado sempre para que suas palavras não construa um mito, um folclore, mas sim uma tradução da realidade.

Por vezes o ego do jornalista funciona como uma espécie de cegueira, perde-se muito quando não há entrega, ou se vai para uma entrevista com a reportagem já escrita na cabeça. O processo é complexo, e Eliane afirma, “A gente não mergulha no mundo do outro impunemente. E depois vai embora como se nada tivesse acontecido. Toda viagem é sem volta. E eu ainda estou chegando”.

Nessa viagem, Eliane não fica satisfeita até explorar as últimas possibilidades, utiliza seu tempo para conseguir o máximo de informações possíveis. Na construção do texto, a jornalista se apega ao verdadeiro, não molda as aspas de seus entrevistados, e busca ângulos diferentes para sua pauta, evitando as presunções que por vezes são carregadas de preconceitos. “Quem julga rápido demais – no jornalismo, no tribunal ou na vida – julga errado”, afirma Eliane.

O ego sempre foi aquilo que mais abominei na profissão de jornalista, e por isso, vivo na constante batalha para não cair nessa cilada. Eliane cita uma frase do Mestre Leonam que deveria servir de alerta aos profissionais da área, “Quando o jornalista é mais importante que a notícia, um dos dois não é verdadeiro”. Por fim, concluo minha leitura completamente apaixonada pelo trabalho de Eliane, e pela primeira vez digo que encontrei uma inspiração como jornalista.

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Arte no Galpão

Evento sensacional do último fim de semana no Ateliê Casarão!

 

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“Olhos que sentem”

Show de hoje (13), na Sala Glória Rocha, revela talentos da União dos Deficientes de Jundiaí e Região (UDJR)

Viciado, homossexual ou soropositivo, qualquer pejorativo não importa, a questão é que Cazuza era um sábio em sua poesia, “Olhe o mundo com a coragem do cego, entenda as palavras com a atenção do surdo, fale com a mão e com os olhos, como fazem os mudos”. Seja na “I got a Woman”, de Ray Charles, “I Just Called To Say I Love You“, de Stevie Wonder, ou “Vivo por Ella”, de Andrea Boccelli, a deficiência visual nunca foi empecilho para quem realmente tem a música no sangue.

A história nos mostra que música não se faz só com mãos, olhos, e nem com os ouvidos, afinal, Ludwing van Bethoveen mesmo surdo, foi um dos pilares da música ocidental. Música se faz com a alma, com o coração, e “Per Amore”, como canta Bocelli. É com esse amor que Magno Henrique Mendes, presidente da União dos Deficientes de Jundiaí e Região (UDJR), vêm desenvolvendo seu trabalho com a banda UDJR há três anos.

Formada por deficientes visuais, e não deficientes, a UDJR vai tocar nessa sexta-feira (13), a partir das 19h, na Sala Glória Rocha. O show beneficente, chamado “Olhos que sentem”, vai mostrar além do que seus olhos podem ver. O professor da oficina de técnicas vocais da UDJR, Mil Taroba, também estará presente com sua banda Let’s Groove, e o repertório feito do melhor do MPB, Soul, Samba Rock e Black Music Brasileira.

A UDJR leva a sério Mário Quintana e prova que “Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão”. Atuante desde 1993, a União “é um ponto de encontro onde as pessoas que necessitam de um tratamento especial, encontrarão sempre alguém para ouvi-los e aconselhá-los de modo a proporcionar-lhes conforto psicológico”, e por isso, oferece diversas oficinas a essas pessoas, sendo elas: braille, ginástica corporal e qualidade de vida, goalball, informática, inglês, prática de atividade de vida diária (AVD), soroban, técnicas vocais, violão, visitas culturais, psicologia comunitária e reparo de bengalas. Para saber mais sobre a UDJR, acesse: www.udjr.org.br.
Serviços
“Olhos que sentem “ (show beneficente)
Banda UDRJ e Let’s Groove
Data e hora: 13 de abril, às 19h
Local: Sala Glória Rocha – Rua Barão de Jundiaí 1093 – Centro – Jundiaí

 

 

* Publicado no dia 13/04/2012, no caderno Sirva-se do Jornal da Cidade

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‘Sexo, Orégano e Rock ‘HQ´ Roll’

Angeli tira obras marcantes do fundo da gaveta, no Itau Cultural

“Ao cruzar este caminho, terás a boca inebriada, a carne extasiada, a alma diluída. Serão infinitos os deleites. Salivas, escamas, sabores. Sangue, vísceras, venenos e amores…”, é assim que a curadora Carolina Guaycuru começa a aventura pela Ocupação Angeli. A trilha de fundo, forte e sensual, com música, conduz a viagem pelo excêntrico mundo do chargista Arnaldo Angeli Junior, o Angeli.

Além de homenagear o chargista, de acordo com o Itaú Cultural, as ocupações são criadas “para fomentar o diálogo da nova geração de artistas com os criadores que os influenciaram. O evento integra uma das políticas permanentes do Instituto, que é a preservação da memória artística”. Na exposição, o público tem acesso aos rascunhos de Angeli, conhecendo assim seu processo de criação. Percorrê-la é como observar de perto o artista em seu espaço produtivo.

A curadora Carolina Guaycuru, em entrevista exclusiva ao Sirva-se, contou que levou para a exposição “imagens que o público não tem acesso, como exemplo os cartazes de cinema. A intenção é mostrar o mundo de outro viés, tirando as obras, literalmente, do fundo da gaveta”. Carolina, arquiteta e designer gráfica, fala com propriedade sobre o autor e suas obras, pois além de trabalhar há 15 anos com Angeli, é também sua esposa.
Angeli já teve suas tiras publicadas em países como Alemanha, França, Itália, Espanha, Argentina e Portugal, e há quase 40 anos – desde 1973 – trabalha para a Folha de São Paulo. Do caderno de política ao de cultura, suas charges saem quatro vezes por semana no espaço nobre da página 2. Sua galeria é repleta de personagens marcantes pelo humor anárquico e urbano, mais de 28 mil desenhos já foram feitos. Para Angeli, a regra é não ter regras, contra a politicagem e o politicamente correto, a favor do “grande orgasmo universal” e da ironia, seus personagens nascem e morrem sem pudor ou nostalgia. Um dos grandes destaques de sua carreira é certamente a revista “Chiclete com Banana”, considerada uma das mais importantes publicações de quadrinhos adultos no Brasil, e realizada com a colaboração de nomes como Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte Coutinho.
Entre seus personagens se destacam o esquerdista Meia Oito e Nanico, seu parceiro homossexual; Rê Bordosa, a “porralouca” dos anos 80; Luke e Tantra, adolescentes que só pensam em perder a virgindade; Wood & Stock, dois velhos hippies que perderam os neurônios na década de 60, entre outros não menos importantes.

“Ouse cruzar este caminho. E fique a memória encarregada do resto”

Quem não puder ir até o Itaú Cultural, pode conferir o hotsite da Ocupação Angeli e a programação no link www.itaucultural.org.br/ocupacao. A Ocupação fica até dia 29 de abril no prédio do Itaú Cultural, localizado na Avenida Paulista 149 – Paraíso [próximo à Estação Brigadeiro do Metrô]. O A entrada é franca, e os horários para visitação são de terça a sexta, das 9h às 20h; Sábados e domingos, das 11h às 20h. Informações: (11)2168-1777.

*Matéria publicada no caderno Sirva-se do dia 30/03/2012

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